O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

LULA SOLTA O VERBO !


Entrevista - 22/04/2010
LEIA AQUI ESTA CONTUNDENTE ENTREVISTA ONDE O LIDER MAIOR DOS TRABALHADORES PÕE AS CLARAS O QUE PENSA SOBRE A CONJUNTURA POLÍTICA ATUAL SEM MEIAS PALAVRAS...

O senhor acha que o brasiliense tem o que comemorar nesses 50 anos?
O povo de Brasília tem que comemorar. O significado de Brasília como capital não pode ser confundido com os administradores que cometeram absurdos. Muitas vezes, os erros são cometidos porque as pessoas acham que ficarão impunes. Brasília, de um lado, tem que estar de luto, porque aconteceu essa barbaridade, mas, ao mesmo tempo, tem que ter orgulho. É uma cidade extraordinária, que tem crescido muito acima do que foi previsto por Niemeyer e JK. Em alguns aspectos, cresceu um pouco desordenada. Acho até que houve irresponsabilidade em alguns momentos, mas Brasília é isso: tem um lado humano, o Plano Piloto, o centro das cidades satélites, e o lado desumano, daqueles que vivem no Entorno, em situações adversas. Ainda assim, acho que o povo tem que comemorar porque foi uma epopeia o nosso Juscelino cumprir e ter coragem de fazer uma coisa pensada em 1823. Não era fácil tirar a capital do Rio de Janeiro.
Tivemos uma eleição indireta em que o candidato indicado pelo PMDB ganhou. O senhor acha que ainda cabe a intervenção?
Essa é uma coisa que depende exclusivamente do Judiciário. Não cabe a um presidente dizer se cabe ou não intervenção. O Judiciário, em função das informações que tem, deve tomar a decisão. Minha preocupação era a paralisação das obras. Não podemos, em função de uma crise política, ver o povo ser prejudicado. No mês passado, pedi para a CGU uma investigação porque era preciso mostrar para a sociedade como estava o andamento de cada obra. No levantamento, detectamos coisas graves, como R$ 300 milhões da saúde depositados numa conta bancária para fazer caixa, quando o dinheiro deveria ser usado para pagar salário de médico, comprar remédio.

O PT terá uma chapa em Brasília: Agnelo candidato ao governo, Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) para o Senado. O senhor fará campanha aqui?
Primeiro, o presidente da República não defende chapa dentro do PT em cada estado. O presidente geralmente acata aquilo que os companheiros do estado fizeram. Se o Agnelo, como candidato a governador, e a direção do partido entendem que é necessário fazer essa composição para ganhar as eleições, eles que sabem. Agora, nessa chapa toda está faltando um componente, que é o PMDB. Para onde vai? Não sei se o PT do Distrito Federal está conversando com o PMDB, mas acho importante conversar. O PMDB é peça importante na aliança nacional. De qualquer forma, o Agnelo é um homem de muita respeitabilidade, de dignidade incomensurável. Acho que ele irá empolgar os eleitores.

E, em Minas, cansou, já chegou no limite? Como vai ficar aquilo ali?
A política seria fácil se as pessoas a percebessem como o leito de um rio: a água desce normalmente se ninguém resolver fazer uma barragem. As coisas em Minas tinham tudo para ocorrer normalmente, sem trauma, sentar PT e PMDB e tentar conversar. Tínhamos e temos chance de ganhar na medida em que o Aécio Neves (ex-governador de Minas) não é candidato e ninguém pode transferir 100% dos votos. De repente, o PT resolve fazer uma guerra interna. Essas guerras não resolvem o problema. As pessoas pensam que podem fazer insultos, provocações e, depois, botar um papel em cima. No PT não volta à normalidade.
Mas como faz? No momento em que escolhe um candidato a governador, como é que tira?
Se o PT precipitar as decisões, vai ficar cada vez mais num beco sem saída. A prévia é importante, mas não pode ser usada para resolver problemas que os dirigentes criaram e não conseguem resolver. Se eu criei uma confusão, em vez de resolver, falo: “Vamos para uma prévia”? Na história do PT já tivemos guerras fratricidas nessas prévias. Minas é um estado importante, interessa muito ao PT, ao PMDB e ao PSDB. É o segundo colégio eleitoral e muito sofisticado, porque você tem a Minas carioca, a Minas Bahia, a Minas Brasília, a Minas São Paulo, a Minas Minas . É preciso trabalhar isso com carinho.

Minas, pelo jeito, se o senhor não intervir, não resolve.

Se as pessoas fizeram isso achando que tenho que resolver, não é uma boa atitude. Não sou eleitor de Minas, não estou lá no embate cotidiano. Pimentel e Patrus (pré-candidatos do PT ao governo mineiro) são experientes, conhecem bem o PMDB de Minas. Já deveriam estar conversando entre eles e com o Hélio Costa (pré-candidato do PMDB) para trazer uma solução sem mágoas.

Por falar em mágoas, e Ciro Gomes?

Pretendo conversar com Ciro na medida em que a direção do PSB entenda que já é momento. Achei interessante quando ele transferiu o título para São Paulo porque era uma probabilidade. No primeiro momento, houve certa reação do PT, depois todos os quadros importantes passaram a admitir que era importante o Ciro ser candidato a governador de São Paulo. Depois, o PSB lançou o Paulo Skaf. O problema não era dentro do PT. Disse para o Ciro que jamais pediria para uma pessoa ou partido não ter candidato a presidente se não tiver argumento sólido. Ser candidato significa a possibilidade de fortalecer os partidos, mas também a possibilidade de perder uma eleição. Eu estou convencido de que essa deveria ser uma eleição plebiscitária. Fazer o confronto de ideias, programas, realizações.

E como fica a disputa pelo governo de São Paulo?

O PT não precisa provar para ninguém que tem 30% dos votos em São Paulo. Precisamos arrumar os outros 20%. Eu disse a Mercadante: “É preciso que você arrume o teu José Alencar”. O Alencar teve importância para mim que não é a da quantidade de votos, mas da quantidade de preconceito que quebrou. Se um cara com 15 mil trabalhadores na fábrica, a maior empresa têxtil do país, estava sendo meu vice, um cidadão que tinha dois empregados e tinha medo do Lula perdia o argumento. O discurso do José Alencar quebrou barragem maior do que a de Itaipu. O PT de São Paulo precisa arrumar esse Alencar.

Nesse conceito de vice, Michel Temer não teria esse perfil para a chapa de Dilma?

Deixa eu contar uma coisa: a Dilma tem cartão de crédito de oito anos de administração bem-sucedida no Brasil. Ela foi uma gerente excepcional. O Temer dará a segurança de um homem que deu a vida pública já de muito tempo, tem uma seriedade comprovada no Congresso e hoje está mais fortalecido dentro do PMDB. Se ele for o indicado pelo partido, dará a tranquilidade de que nós não teremos problemas de governabilidade.

A oposição já percebeu essa questão da eleição plebiscitária e começou agora a trabalhar com o slogan “Pode ficar melhor”. Isso muda alguma coisa com relação à candidatura da ministra Dilma?
Não. Mudaria se eles fizessem a campanha “pode ficar pior”. Eu acho que eles têm que prometer fazer mais coisas. O que é importante e que me dá prazer de falar desse assunto, com humildade, é o seguinte: eu mudei o paradigma das coisas neste país. Quem não queria enxergar, durante meus oito anos de mandato, vai enxergar já daqui para frente.

O senhor disse recentemente que se ressentia de não ter feito a reforma política. O Serra disse que, se eleito, proporá os cinco anos de mandato sem reeleição. Como o senhor avalia isso?
Em política não vale você ficar falando para inglês ver. A história dos cinco anos eles já tiveram. É importante ter em conta que eles reduziram o mandato de cinco para quatro anos pensando que eu ia ganhar as eleições em 1994. Eles ganharam e, em 1996, aprovaram a reeleição. Aí, para tentarem convencer o Aécio a ser o vice, vieram até me propor que, se o PT e o PSDB estivessem juntos numa reforma política para aprovar cinco anos, seria o máximo, a gente aprovaria. Eu falei para meu companheiro interlocutor: “Olha, eu era contra a reeleição, agora eu quero que tenha a reeleição mesmo se você ganhar, porque em quatro anos você não consegue fazer nenhuma obra estruturante, nenhuma”. Entre você pensar uma grande obra, fazer projeto básico, executivo, tirar licença ambiental, enfrentar o Judiciário, enfrentar o Tribunal de Contas e vencer todos os obstáculos, termina o mandato e você não começa a obra, sabe? Então eu falei: “Não quero mais o fim da reeleição”.

Essa conversa aconteceu quando, presidente? Com quem?
Faz algum tempo. Não, porque era a tese do ex-presidente para convencer o Aécio a ser vice. Então, em política não vale ingenuidade. Ou seja, ninguém vai acreditar que o mesmo partido que criou a reeleição venha querer acabar com ela. É promessa para quem? Ninguém está pedindo isso. Só o Aécio está pedindo.

O senhor já está trabalhando com a hipótese de o Aécio ser o vice?

Sinceramente, acho que o Aécio está qualificado para ser o que quiser. Se ele for vice, vai se desgastar. É só pegar o que o Estado de Minas escreveu sobre as divergências de Aécio com Serra para perceber que o Aécio vai colocar muita dúvida na cabeça do povo mineiro.

O senhor tem uma segurança grande com relação ao partido. A ministra Dilma não veio da base do partido. A preocupação é a seguinte: será que a ministra tem condições de ter um poder sobre o partido? Não será monitorada por ele?
Não, não existe hipótese, gente. Primeiro porque uma coisa é a relação de respeito que você tem de ter com o partido. Não é uma relação de medo. Eu vou poder ajudar muito mais a Dilma dentro do PT não sendo presidente. Estarei mais nos eventos do PT, estarei participando mais das coisas do PT.

O senhor acha que vai transferir quanto de sua popularidade para a ministra?
É engraçado porque as pessoas que acham que eu não vou transferir voto para a Dilma acham que o Aécio vai transferir para o Serra. É engraçadíssimo porque as pessoas olham o seu umbigo o dizem “o meu é o mais bonito de todos”.

Mas essa transferência seria automática?
Não, não seria automática. Não existe um automaticismo em política.

E o que lhe dá, então, uma segurança tão grande?
O que me dá segurança é que ao mesmo povo que me dá o voto de confiança há sete anos vou pedir para dar um voto de confiança a Dilma. Vou fazer campanha. Não pensem que vou ficar parado vendo a banda passar. Eu quero estar junto da banda, até porque acho que a campanha da Dilma é parte do meu programa de governo para dar continuidade às coisas que nós precisamos fazer no Brasil.
Há tempo suficiente para torná-la conhecida em alguns lugares do país, como os grotões do Nordeste?
Lá eu não vou nem chegar, lá eles são Lula. Lá estou representado. Eu quero ir é aos outros lugares.

O Nordeste, então, não lhe preocupa?
Lógico que me preocupa. Não existe eleição ganha antes da apuração, mas o carinho que o povo nordestino e do Norte têm por mim é de relação humana forte. Vou pedir o apoio desses companheiros para a minha candidata e vou trabalhar em outros estados. O meu trabalhar é o sinal mais forte que posso dar à sociedade brasileira de que não estou pensando em 2014. Quando o político é canalha, ele não quer eleger o sucessor. O velhaco quer voltar.

Essa eleição da Dilma, parece que o senhor tem mais garra com a campanha dela do que com a sua reeleição. É uma questão de honra eleger a Dilma?

Em política não se coloca questão de honra. É de pragmatismo. Estou muito mais animado com a campanha da Dilma do que com a minha. Meu governo já foi avaliado com a minha reeleição. Ele será biavaliado se eleger a Dilma. Daí a minha responsabilidade.

Presidente, nesses oito anos o que o senhor olhou para trás e pensou: que pena que eu não fiz isso?
Uma coisa eu digo: quando eu deixar a Presidência, vou ser uma pedra no calcanhar do PT para que o PT coloque a reforma política como prioridade, com 365 dias por ano falando de reforma política, procurando aliados para a gente fazer. Sobretudo porque eu acho que o fundo público para financiar as eleições, com a proibição de dinheiro privado, seria uma chance que a gente teria de moralizar o país.

Qual a quarentena que o senhor dará com relação ao futuro governo?

Não tem quarentena. Pretendo não dar palpite no próximo governo se pedirem alguma opinião (falava de Dilma), porque sinceramente acho que quem for eleito tem o direito de governar e de fazer o que entender que deva ser feito. Depois vai ser julgado. Não cabe a mim julgamento e ficar cobrando, como se fosse ex-marido ou ex-mulher, dizendo como o outro tem de ficar vivendo.

Em relação ao seu projeto internacional?

Esse negócio da ONU, vamos ter claro o seguinte: a ONU não pode ter como secretário-geral um político. Tem que ter um burocrata do sistema porque, caso contrário, você entra em confronto com outros presidentes. Vamos melhorar a ONU, mas acho que a burocracia tem de continuar existindo para manter certa harmonia. Eu tenho vontade de trabalhar um pouco a experiência acumulada no Brasil tanto para a África quanto para a América Latina. Não tenho projetos. Só penso agora em terminar o mandato e animar os meus ministros porque vai chegando o fim do mandato e, sabe aquele negócio, vai dando 2h da manhã, você está num baile e já começa a procurar uma cadeira para sentar. Eu quero que todo mundo continue animado e dançando porque eu quero continuar muito bem até 31 de dezembro.

E o PAC 2? Não vai dar tempo de ser começado, presidente..
.
Por que eu tive de fazer o PAC 2? Para facilitar a vida de quem vai entrar depois. Se não quiser fazer, não faça. Foi eleito presidente, tem o direito de pegar tudo, rasgar e não fazer. O que eu quero? Quero deixar uma prateleira de projetos que não recebi. Deixar a estrutura semeada.
FONTE: Correio Braziliense (Denise Rothenburg, Josemar Gimenez e Sílvia Bessa)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

SURPRESA ! UNE PREGA NEUTRALIDADE...



Apesar de decidir pela neutralidade, a UNE aprovou um programa político alinhado à pré-candidata do PT, Dilma Rousseff

Por EduardoBueres
A decisão da União Nacional dos Estudantes (UNE) em manter uma postura independente frente às eleições presidenciais surpreendeu a alguns menos avisados, a outros não.
Assim o fazendo, possivelmente, esta cumprindo uma lógica acertada, no sentido de que não caberia a nenhum partido a primazia de dar direção ao movimento, e tão pouco à entidade. Inspira-los, sim,
O fato é que os posicionamentos e aprovações de monções durante os encontros advêm, ainda, de uma massa de participantes que é oriunda de movimentos articulados nas grandes concentrações urbanas, portanto, mais organizados, mobilizados e estruturados.
A impressão com relação a esta posição é que se trata de um imperativo vocacional universal, que aponta que os estudantes devem voltar a se conectar com a sua essência mais expressiva, que consiste no ato de se renovar, infinitamente, sem cangas nem amarras, com autonomia ideológica.
As lutas históricas já travadas por esse movimento possuem a essência do sentimento libertário e talvez estejam ensaiando com esse gesto um movimento de descompasso para dar um passo, por serem os futuros protagonistas deste novo momento em que o Brasil sopra para o continente e para um mundo comandado por lideres decrépitos, ausentes e despercebidos de ideais renovadores, feito o que se constrói por aqui, abaixo da Linha do Equador em menos de uma década.

Somente o passar do tempo é que responderá se o resultado deste encontro foi realmente uma oportunidade da juventude mais a esquerda se relacionar com o futuro a partir da idéia de cerrar fileiras sem rupturas das bases, para mais a frente ajudar a levar adiante um programa político alinhado com as transformações, acúmulos e avanços conquistados pelo governo dos trabalhadores, que reinseriu no inconsciente coletivo dos estudantes todas as certezas de que esta em curso acelerado a construção do novo.
É comum a percepção nos centros acadêmicos de que ninguém poderá se preparar para gerenciar uma potencia exercendo valores comprovadamente ultrapassados e anacrônicos, ancorados na vitalidade conservadora vivamente desprovida de consciência de ação e de tempo, que sem remissão de culpa tenta vender o mesmo ‘peixe podre’ sem medir as conseqüências com a construção do futuro.
Todo um povo pode ter o curso da sua história construído através das experiências e conseqüência das ações da sua juventude...
Se o resultado frustrou a muitos que esperavam uma posição menos engajada, a outros desagradou: moções de apoio formal a Dilma e de repúdio ao pré-candidato do PSDB, José Serra, apresentadas durante o 58º Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG), foram retiradas da proposta aclamada na plenária final do evento.
Tendo sido aprovada depois de três dias de debates no Rio de Janeiro, a resolução elaborada pela Corrente Majoritária da UNE - que preside a entidade com apoio de grupos ligados ao PT, PCdoB, PMDB, PSB e PDT, contem pontos consonantes com as políticas do governo Lula.
O documento será apresentado aos candidatos durante a campanha e propõe o enfrentamento de políticas de fundo neoliberal, da privatização a redução dos gastos sociais e da do patrimônio estatal.
O QUE DISSERAM OS ESTUDANTES:
‘A UNE sai daqui sabendo o que ela quer e o que ela não quer. Nós vamos lutar para que o Brasil não retroceda a determinadas políticas que, em nossa opinião, são negativas’, afirmou Augusto Chagas, presidente da entidade.
‘Quem deve ter candidatos numa disputa eleitoral são os partidos políticos. A UNE deve contribuir com aquilo que há de mais valioso na nossa trajetória, que são as propostas. ’
‘Que a decisão de não apoiar nenhum dos candidatos à Presidência foi tomada em nome da unidade do grupo para evitar um racha’.(Augusto Chagas)
‘Apesar de não termos saído com apoio à pré- candidata Dilma, saímos com propostas que estão muito próximas ao programa dela’, avaliou Tássio Brito, terceiro vice-presidente da UNE, , da Articulação de Esquerda.
‘Para nós, é um posicionamento baseado em um programa que o candidato Serra vai ter muita dificuldade de assinar. Não acredito que ele vá assinar. ’
Aqui no Pará, lideranças da classe dos estudantes da rede pública de ensinos médio, técnico, superior e pós-graduação que conquistou e se beneficiou com direito a meia-pasagem intermunicipal -projeto de autoria da então deputada Sandra Batísta (PT-PA) e canetado pela governadora Ana Julia- em recente e concorrido encontro na RMB, reafirmaram ao Professor Claudio Puty que:
‘independentemente do resultado das monções advindas do encontro, a disposição é de avançar na luta por novas conquistas apoiando incondicionalmente Dilma’ (Mariana Freitas vice-diretora da UMES).

domingo, 25 de abril de 2010

ESSA É PARA PENSAR...

Este flagrante foi colhido em Angola.Lá não tem borocoxô;a cura para os males chega de um jeito ou outro, vejam...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

JADER ESTA ENQUADRADO PELAS CIRCUNSTANCIAS


Por Zôlho Diçartre

Oh cansado e oprimido Jader...pesa sob vossa tez a dolorida hora de quebrar o ouriço da castanha expondo a todos os inevitáveis frutos das verdades e das inconsistências sub-linguais...

O ônus de peitar sozinho um motim na hoje mui estratégica região norte que juntamente com o nordeste compõe a geografia de contraponto ao populoso sudeste que teoricamente favorece o candidato da repetição,Serra,

poderia gerar um estado de 'perturbação',o que poderia levar,ou não, a reboque todo um projeto nacional no qual o seu partido, pmdb, esta irrevogavelmente comprometido.

Definitivamente,quebrar regras estabelecidas e pactuadas pelo alto para favorecer as subjacentes, não faz parte do figurino desta guaríba velha.

Coisa que este partido não tolera é ficar fora do poder.Isso é sagrado...

Ele sabe que o bônus da vitória nacional da chapa composta pelo seu partido e o PT é um anabolizante para os seus próprios interesses que se estendem para alem destes tempos, transpondo as fronteiras do meramente regional.

A revolta da 'claque' mais abaixo que ora tenciona internamente, é, foi e será sempre até o dia em que o galo cria dentes, possuidora de uma tendência viciosa à obediência despudorada ao velho coronel por não bancar nada, eu disse nada, sozinha, a começar com eunuco Parsifal: é anti-ideológica o suficiente para não seguir outros rumos que não o da força corruptível que o poder opera.

A decisão da peça Jader -que bem o sabe,já bateu no seu limite de fazer doce- se tomada como reza o figurino histórico da sua legenda, desatravanca o meio de campo e, aposto, a essas horas por esta limitadíssima, eleva-se e cresce nas alturas do céu azul do planalto.

O resto é retórica paroquial papachibé, o que já esta deixando o resto do quatrilho que ele compõe (Renan,Sarnei,Temer) de cabelos brancos e em pé por razões óbvias.

A partir desta 'detente' o resultado das eleições no Brasil poderá estar,talvez, pré-antecipado -mas não nos precipitemos- por conta da vitória do emplacamento da estratégia da polarização colada, desde já, no inconsciente coletivo de grande parte da população,

em especial no Pará que foi reordenado com competência por um Governo popular que estabeleceu aos poucos um surpreendedor nível de desenrolamento,bem acima do normal,

gerando uma situação onde o próprio Pais, a sociedade, a economia refletem a utilização eficiente dos fatores de produção numa espécie de embrião e marco regulatório do futuro século XXII.

A sensação reinante é que, para a grande maioria da população do Estado, já esta bastante claro que trava-se uma disputa entre o arcaico, representado pela mesmice e anacronismo do PSDB e a plataforma da vitória do novo sobre o velho, representado pelo Partido dos Trabalhadores com Ana Julia,Dilma e seu aliado importante,o velho PMDB de guerra.

O resto, é como diz a poesia do cantor Belchior: 'o novo sempre vence...!

terça-feira, 20 de abril de 2010

POESIA DE THIAGO DE MELLO: TESOURO VIVO DA AMAZÔNIA



O MAIOR ORGULHO DE UM POVO RESIDE NA FORMA DE EXPRESSÃO DE SUA CULTURA,NOS AQUI, AMAZÔNIDAS, SOMOS A SOMA DE TUDO QUE A NATUREZA VIVA NOS OFERTA,ÁGUA DOCE EM ABUNDANCIA,DAS CHUVAS QUE AMAMENTAM AS SEIVAS E A VIDA EM PELO, ESCAMA, FOLHA,PENA E CANTO.PORQUE SOMOS OS NAVEGANTES DE UM FUTURO ONDE NÃO NOS LEVA QUALQUER NAU PARA QUE NAUFRAGUEMOS NO MEIO DO BELO.(Fragmento do poema extraído do livro 'A Serpente da Lua Prateada' de Eduardo Bueres).COMO HOJE E TERÇA-FEIRA,O MVIVA OFERECE A TODOS OS SEUS LEITORES E VISITANTES UM POUCO DA POESIA DE THIAGO DE MELLO...


Filho da floresta, água e madeira


Filho da floresta,
água e madeira
vão na luz dos meus olhos,
e explicam este jeito meu de amar as estrelas
e de carregar nos ombros a esperança.

Um lanho injusto, lama na madeira,
a água forte de infância chega e lava.

Me fiz gente no meio de madeira,
as achas encharcadas, lenha verde,
minha mãe reclamava da fumaça.

Na verdade abri os olhos vendo madeira,
o belo madeirame de itaúba
da casa do meu avô no Bom Socorro,
onde meu pai nasceu
e onde eu também nasci.

Fui o último a ver a casa erguida ainda,
íntegros os esteios se inclinavam,
morada de morcegos e cupins.

Até que desabada pelas águas de muitas cheias,
a casa se afogou
num silêncio de limo, folhas, telhas.

Mas a casa só morreu definitivamente
quando ruíram os esteios da memória
de meu pai,
neste verão dos seus noventa anos.

Durante mais de meio século,
sem voltar ao lugar onde nasceu,
a casa permaneceu erguida em sua lembrança,
as janelas abertas para as manhãs
do Paraná do Ramos,
a escada de pau-d’arco
que ele continuava a descer
para pisar o capim orvalhado
e caminhar correndo
pelo campo geral coberto de mungubeiras
até a beira florida do Lago Grande
onde as mãos adolescentes aprendiam
os segredos dos úberes das vacas.

Para onde ia, meu pai levava a casa
e levava a rede armada entre acariquaras,
onde, embalados pela surdina dos carapanãs,
ele e minha mãe se abraçavam,
cobertos por um céu insuportavelmente
estrelado.

Uma noite, nós dois sozinhos,
num silêncio hoje quase impossível
nos modernos frangalhos de Manaus,
meu pai me perguntou se eu me lembrava
de um barulho no mato que ele ouviu
de manhãzinha clara ele chegando
no Bom Socorro aceso na memória,
depois de muito remo e tantas águas.

Nada lhe respondi. Fiquei ouvindo
meu pai avançar entre as mangueiras
na direção daquele baque, aquele
baque seco de ferro, aquele canto
de ferro na madeira — era a tua mãe,
os cabelos no sol, era a Maria,
o machado brandindo e abrindo em achas
um pau mulato azul, duro de bronze,
batida pelo vento, ela sozinha
no meio da floresta.

Todas essas coisas ressurgiam
e de repente lhe sumiam na memória,
enquanto a casa ruína se fazia
no abandono voraz, capim-agulha,
e o antigo cacaual desenganado
dava seu fruto ao grito dos macacos
e aos papagaios pândegas de sol.

Enquanto minha avó Safira, solitária,
última habitante real da casa,
acordava de madrugada para esperar
uma canoa que não chegaria nunca mais.

Safira pedra das águas,
que me dava a bênção como
quem joga o anzol pra puxar
um jaraqui na poronga,
sempre vestida de escuro
a voz rouca disfarçando
uma ternura de estrelas
no amanhecer do Andirá.

Filho da floresta, água e madeira,
voltei para ajudar na construção
do morada futura. Raça de âmagos,
um dia chegarão as proas claras
para os verdes livrar da servidão.

MAIS UMA LIMINAR SUSPENDE O LEILÃO DE BELO MONTE o leilão de Belo Monte


leia aqui a íntegra da decisão:
O juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo, da Subseção de Altamira, concedeu há pouco a segunda liminar que manda suspender o leilão que selecionará as empresas que vão construir a Hidrelétrica de Belo Monte, na região do Xingu, sudoeste do Pará. O certame está marcado para esta terça-feira (20). Se a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não suspender os efeitos do edital que autoriza o leilão, ficará sujeita à multa de R$ 1 milhão.

Além de suspender o leilão, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) terá que anular a licença prévia que expediu e não poderá emitir uma nova, até que a ação seja apreciada no mérito. Ainda cabe recurso da decisão ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF).

Na semana passada, o mesmo magistrado, ao apreciar outra ação civil pública também ajuizada pelo MPF, mandou suspender o leilão marcado para amanhã, sob o argumento de que ainda não foi regulamentado o artigo 176 da Constituição Federal. O dispositivo dispõe, no seu parágrafo 1º, sobre a pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais (inclusive os hidráulicos) em todo o País.

Na primeira ação, o MPF levantou questões de direito para mostrar que a construção da usina feria dispositivos da Constituição Federal. Na outra ação, com liminar concedida nesta segunda-feira, Campelo concordou com as alegações do Ministério Público de que houve infrações à legislação ambiental, inclusive a não consideração das contribuições colhidas nas audiências públicas durante a fase em que os estudos de impacto ambiental decorrentes da construção da hidrelétrica estavam sendo analisados.

“As audiências públicas servem para dar publicidade do teor do empreendimento e também, senão principalmente, tem a finalidade de colher críticas e sugestões das pessoas presentes interessadas. Por critério lógico, essas críticas e sugestões não podem ser desprezadas, porquanto se assim fosse não estabeleceria o normativo a expressa necessidade de oitiva dos interessados”, diz Campelo num trecho da decisão, que tem 50 laudas.

“Meras encenações” -O magistrado afirma ter ficado evidenciado, nos autos do processo, que as audiências públicas “se transformaram em meras encenações para cumprimento dos normativos legais, e, ainda pior, a equipe de analistas ambientais reconhece a exiguidade do tempo para examinar as sérias implicações que podem redundar em prejuízos irrecuperáveis de degradação do meio ambiente.”

A decisão ressalta ainda que pareceres revelam a “falta de comprometimento dos peritos” em se manifestar forma conclusiva sobre os impactos ambientais resultantes da construção da hidrelétrica. O estudo de impacto ambiental, segundo Campelo, não comporta a alegação de impossibilidade de análise por falta de elementos técnicos e legais. “Se os peritos indicados eximiram-se de pronunciamento acerca de itens importantes, é como se estudo não houvesse. A análise deve ser clara e objetiva: ou há risco de dano ambiental, importando assim em medidas mitigadoras e/ou compensadoras, ou não há qualquer possibilidade de risco em face de alguns fatores demonstrados”, acrescenta o magistrado.

Campelo considerou “sobremaneira importante” a preocupação do MPF de que será reduzida a vazão d’água num trecho de aproximadamente 100 km de extensão do rio Xingu, alcançando terras indígenas, populações ribeirinhas e grande extensão da floresta. A vazão reduzida da água no leito principal do rio ocorrerá, segundo demonstra o MPF, em virtude do desvio decorrente dos canais para a formação do reservatório da hidrelétrica, o que poderá ocasionar inclusive o desaparecimento de espécies de peixes, ainda não devidamente catalogadas.

“Além dos moradores urbanos, há os ribeirinhos, que vivem de pesca artesanal, e os indígenas, que também buscam no rio a sua principal fonte de proteínas para alimentação. Deve ser ainda frisado que o rio Xingu é altamente piscoso e há várias empresas em Altamira que exportam peixes ornamentais, devidamente autorizados pela entidade ambiental, para vários países do mundo em face de serem exóticos e de rara beleza”, diz o magistrado.

Campelo acrescenta que uma investigação da Polícia Federal, autorizada por ele mesmo na Vara Única da Subseção de Altamira, desbaratou quadrilha de pessoas que traficavam peixes ornamentais para o exterior. A PF constatou que um espécime de acari-zebra (Hypancitrus zebra) chega a custar, no Japão, cerca de R$ 2.500,00. “Resulta evidente que há risco de sério dano ambiental para a ictiofauna do rio Xingu, inclusive não podendo ser descartado o desaparecimento de espécimes em face de mudanças na disponibilidade espacial e temporal de áreas de desova e recrutamento, posto que remanescem dúvidas acerca do hidrograma ideal”, reforça o juiz federal.

Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará
Seção de Comunicação Social

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ANA JULIA IMPACTOU A CABEÇA DO EMPRESARIADO MAIS PODEROSO DO CONTINENTE


Em recente seminário, Ana Julia descortinou o extraordinário potencial de oportunidades em que se transformou o Estado do Pará, que agora é tido por muitos como a bola da vez em nível de desenvolvimento com sustentabilidade, a partir do modelo implantado por seu governo.Veja um pequeno trecho do ela disse e que causou grande impacto na classe empresarial:

A governadora paraense, Ana Julia Carepa (PT), disse ontem que o Estado vai atrair R$ 109 bilhões em investimentos públicos e privados entre 2011 e 2014. De acordo com o plano de desenvolvimento estadual apresentado a empresários paulistas no seminário "Pará - Oportunidades de Negócios", promovido pelo Valor, os recursos serão direcionados a novos projetos siderúrgicos, de habitação, saneamento, logística rodoviária, ferroviária e portuária e geração e transmissão de energia, inclusive a construção da usina de Belo Monte. A iniciativa privada vai responder pelos aportes de 80% do montante, com destaque para os desembolsos de R$ 37 bilhões no setor elétrico.

Durante o evento, a governadora procurou "vender" o Pará como "a nova terra das oportunidades", oferecendo contrapartidas de infraestrutura, incentivos tributários e segurança jurídica para empresas interessadas em se instalar no Estado. "Sempre tivemos muito recurso natural e exportamos muita matéria-prima, atividade que gera pouco emprego e não rende receita estadual. O que fica para a gente? O buraco, os impactos. Fizemos um modelo de desenvolvimento para gerar e usufruir das riquezas", explicou ela. "Para isso, criamos instrumentos jurídicos e regulamentações necessárias para dar tranquilidade e segurança para quem vai investir."

Um dos primeiros passos dados para implementar esse modelo foi a criação de um zoneamento econômico ecológico (ZEE), que dividiu o Estado em setores e regularizou a exploração fundiária de 32% do território - 44 milhões de hectares - para atividades produtivas da indústria e do agronegócio. Segundo Ana Julia, isso agiliza o licenciamento ambiental, pois no ZEE também está contemplado o reflorestamento de uma área de 4,9 milhões de hectares.

Na área de infraestrutura, o governo estadual promete melhorar a integração das três maiores cidades do Estado, Santarém, Belém e Marabá, que funcionarão como distritos industriais. A governadora garante que vai conseguir incluir no PAC 2 várias obras que darão agilidade ao escoamento da produção. Entre elas, a expansão do porto de Vila Conde, na região metropolitana de Belém, e o asfaltamento das rodovias Transamazônica, que cruza o Estado de Leste a Oeste, e da Santarém-Cuiabá. O projeto, que totaliza R$ 5,1 bilhões de recursos federais e estaduais, também prevê retomar a construção das eclusas de Tucuruí e para viabilizar a Hidrovia do Tocantins, que liga o porto de Vila Conde a Marabá, no Sul do Estado.

Na visão do secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio Monteiro, a solução dos gargalos de ordem fundiária e na infraestrutura abrem espaço para a chegada das empresas. As interessadas terão descontos significativos na aquisição de terrenos e abatimento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Consideramos crédito presumido, redução da base de cálculo, isenção e diferimento na tributação e, para devedores, há a possibilidade de financiar até 75% do ICMS por um prazo de 15 anos", explicou Monteiro.

Ele lembrou que o governo também vai investir em criação de centros tecnológicos nas regiões que receberem indústrias e luta para conseguir a abertura de uma universidade federal no Sul do Estado. "A governadora já conseguiu uma instituição de ensino para acompanhar o desenvolvimento regional no Oeste do Pará [Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), inaugurada em 2008], agora o ideal é termos a aprovação de uma universidade na região de Marabá."

Ana Julia Carepa observou que o modelo já apresenta resultados, com a definição da abertura de uma fábrica de chocolates, uma siderúrgica da Vale (ver abaixo) e alguns polos industriais para produção de móveis e biodiesel.

Cláudio Puty: " O PT não vai se intimidar. Não tememos arreganhos, cara feia. A aliança com o PMDB não é cláusula pétrea no PT"...


DEU NO ANANINDEUA DEBATES...
No artigo que escreveu nesse domingo(18/04) no Jornal Liberal, o Ex-chefe da Casa Civil do Governo Ana Júlia e pré-candidato a Deputado Federal, resolveu colocar os pingos nos is, sobre a relação PT e PMDB, o blog selecionou alguns trechos da entrevista.

“Quanto à monotonia do PMDB no Pará em relação ao governo, ao processo sucessório e á conjuntura política no Estado: a ilusão de que, sem anuência do PMDB nada se move, nada prospera”.

“Apesar da retórica oposicionista de suas principais lideranças, o PMDB ocupa espaços estratégicos do governo do estado nas áreas de saneamento, habitação, trânsito e saúde’”.

“Não há prefeito peemedebista.. que possa afirmar ter sido discriminado no que se refere a investimentos, obras ou serviços de responsabilidades do Governo do Estado”.

“É claro que a problemas nesse relacionamento, mas ao mesmo tempo há, por parte do governo, disposição para superálos com tranquilidade e sem traumas”.

“ Nenhum dos impasses registrados até hoje na relação PMDB e PT justifica a atitude intransigente denunciada nesta semana pelo Dep. Zé Geraldo, que verbalizou o inconformismo das principais lideranças do PT com a atitude “quinta-coluna” do PMDB do Pará em relação ao governo do qual o partido efetivamente faz parte”

“ E qual atitude do jornal de propriedade da maior liderança do PMDB no Estado em relação ao governo? O exercício do denuncismo desenfreado, fundamentado em acusações falsas e levianas, em intrigas de bastidores , onde até ás informações enviadas pelo governo em nota oficial são adulteradas para que a versão se sobreponha as fatos”.

“Temos feito todo esforço para que o PMDB continue na aliança que está mudando o Pará. Mas paciência tem limite e talvez já esteja passando da hora de caminharmos com outros parceiros igualmente preferências”

“A tarefa que se coloca na ordem do dia é a de consolidar um palanque forte para a eleição de Dilma Roussef e reeleger a governadora Ana Júlia”

sábado, 17 de abril de 2010

TENHAM UM EXELENTE DOMINGO....!

QUEM ASSISTIU AO FILME BOM DIA VIETNAN, NÃO ESQUEÇE,TENHO CERTEZA, DESTE TEMA AQUI QUE OUVIA-SE ENQUANTO AS SUPER FORTALEZA VOADORAS B-75 LANÇAVAM SUAS BOMBAS INCENDIÁRIAS SOBRE AS ALDEIAS INDEFESAS DOS CAMPONESES DO NORTE.NOTEM,A INTERPRETAÇÃO DO GÊNIO LOUIS É UM COMOVENTE APELO A SENSATEZ E A PAZ.CURTAM DIRETO,QUE ESSE CLIP NÃO PRECISA ESPERAR CARREGAR. E SE PINTAR A EMOÇÃO EM FORMA DE LÁGRIMAS, FAÇAM COMO EU, DEIXE ROLAR...ATÉ AMANHÃ !

sexta-feira, 16 de abril de 2010

ESSA É SÓ PENSAR E DESCONTRAIR ...

ALÔ MILITANTESVIVOS...! ESTA CHEGANDO A HORA...! ! !


Bueres diz:Como hoje e sexta-feira,dia internacional...voces o sabem muito bem...!rss, o MVIVA resolveu mostrar essa obra prima do Chico(com Milton)especialmente para nossa juventude vibrar com as filigranas de resistencia cultural durante os anos de chumbu e censura,tempos bicudos,onde o ato de falar contra o calar podia representar a vida ou a morte.Curtam,impiedosamente a vossa liberdade...!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

VALTER POMAR: HOJE ,QUINTA-FEIRA , AS 18:30. AVANTES CAMARADAS!


O MVIVA torna a lembrar da presença de Valter Pomar, que pertence ao Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores,estará proferindo palestra em Belém dia 15, quinta-feira,sobre há importancia da vitoria da Dilma para o Brasil e para esquerda na América Latina.O local do encontro será no IFPA -antigo CEFET- na Av.Almirante Barroso1155,bairro do Marco. HORÁRIO: 18:30

quarta-feira, 14 de abril de 2010

CARTA ABERTA AO SENADOR MARIO COUTO



CARTA ABERTA AO SENADOR MARIO COUTO

Por Eduardo Bueres

Senador tucano Mario Couto, que feio foi o papel que o senhor fez: aliais, foi muita cara de pau da sua parte, foi mais que uma grosseria, foi uma atitude rasteira digna de um pré-derrotado candidato que talvez, somente por fazer parte da oposição neoliberal e conservadora -cheirando a naftalina- foi capaz de desferir.

Foi um muito vil ataque na tentativa de atingir a figura humana da governadora, mulher do nosso Estado, cidadã meritória que é detentora de uma ficha 100% limpa -ao contrário de muitos que o senhor convive muito cordialmente...

Sei que o fez no intuito de mostrar serviço e gerar alternativa de matéria para imprensa marrom,afinal, as vezes é preciso aparecer a qualquer custo.

Sé é um antecipado (e bizarro) recurso de campanha tirado como linha de ataque desesperado em razão dos resultados das verdadeiras pesquisas, as não manipuladas, que apontam a vitória dos candidatos da esquerda,deixa não apenas de convencer o eleitor que percebe, quase imediatamente, ser o senhor uma espécie de alternativa altamente desnivelada que deve ser descartada por sua falta de argumentos e ausência de consistência ética e moral tão necessária a uma autoridade da republica... acredite...

Que acaba por torna-lo, juntamente com o conjunto do seu partido e possiveis aliados, uma opção antecipadamente desprezível, pelo exemplo de mal gosto, já que toda a nossa família paraense, que inclusive o esta julgando neste momento,não deseja que a covardia e a falta de respeito sejam a tônica que venha substituir as boas propostas em nível de edificação de construção de um novo projeto político para o Estado que tenha força o suficiente para superar o que ora brilha sob a liderança da governadora Ana Julia, que é apoiada e também ajuda o presidente Lula que governa o país com êxito desde 2003.


A sua retórica, Senador Mario Couto, certamente esta ligada a admiração secretamente contida em seu peito choroso, por tudo o que esta sendo construído e que vocês poderiam ter feito e não o fizeram, coisa que pode ter-se transformado em inveja.

Dor-de-corno, que pode estar ligada a dúvida quanto à dissolução -e até extermínio- da sua própria legenda, que esta sendo esterilizada pelos novos ventos da modernidade;

Certamente essa baixaria estar ligada ao desespero das agendas não cumpridas que batem a sua porta e pela tortura provocada pela abissal distancia em nível de competência administrativa e gerencial se comparadas às gestões velhas dos Demos-tucanos no governo FHC/Almir-Jatene, que o senhor tão bem representa, e a nova gestão, com Ana Julia/Lula, apresentada pelo Governo Popular, que esta mudando o Pará e a própria Amazônia, em vista aos investimentos ‘tsunâmicos’ realizados pelo atual modelo de governar que, atrelado a enorme popularidade e competência do presidente Lula, coloca Dilma e Ana Julia como alternativa de vitória, fato este que deve ter funcionado como fator inibidor à elaboração de críticas mais embasadas de sua parte por ter ficado com a mente embasbacada...

A sua dor de cotovelo passa, certamente, por essa penosa falta de argumentos referente ao modelo plural que esta sendo implementado com muito sucesso no Pará em contraponto ao que foi deixado pelos senhores, que pagam agora pelo próprio pecado por terem sido incompetentes, razão pela qual se encontram ultrapassados, coisa que o projeto de Lula e Ana Julia superou no dia-a-dia quando colocou o povo paraense e o ser humano no centro dos benefícios,

Ao contrário do que ocorreu em seu governo quando o Pará, não passava de uma mal disfarçada colônia exportadora de matéria prima bruta ,quando em razão da má gestão e da incapacidade de lidar e negociar com os barões das multinacionais que foram beneficiados com o golpe da privatização praticado pelos cardeais do
neoliberalismo do seu PSDB, que garantia apenas a certeza da cobiça e a satisfação dos interesses do grande capital estrangeiro e americano.

Época negra da história quando não se trabalhava pela edificação de uma política externa independente e soberana que apontasse para a muito sonhada integração latino-americana e pela transcendência e alternância comercial na busca nova parceiros em todos os países do mundo, que nos fortalecesse em nível estratégico global como o fizemos no governo Lula...

O que fez com que o nosso país, num cenário de crise comparada a que ocorreu na década de 20, fosse um dos três primeiros a superá-la a despeito de todo o peso contrário que a chamada grande imprensa golpista e setores conservadores que hoje apóiam o seu candidato das cavernas, Jose Serra, jogou contra por todo o tempo que durou a crise, impatrioticamente,desveladamente no lema de ‘quanto pior para o Brasil e seu povo, melhor’, para vocês, é claro, que precisam das trevas para brilhar.

Estes são apenas alguns tópicos contra os quais o senhor, senador Mario Couto, poderia tentar contra argumentar, contrapondo-nos com o vosso programa que tanto lesou a população do nosso Estado e País por terem sido elitistas e antipatrióticos e não teve coragem.

O Governo Popular tem dado uma forte demonstração de energia e capacidade administrativa a ponto de provocar o desespero em figuras como o senhor, um cadáver insepulto, que representa a estagnação da era FHC.

É esta a diferença de percepção entre o Pará de ontem, o dos ricos, e o Pará de hoje, o de todos, o que fundamenta a opção pelo continuísmo do atual projeto tido por todo cidadão de bem como de fundamental necessidade para avançarmos, ainda mais, no rumo das mudanças.

Para encerrar, o seu desespero, senador, consiste na sua incapacidade de reverter essa realidade o que o leva ao erro maior de fugir desse enfrentamento cometendo o desatino de maltratar a cidadã Ana Julia, efeito colateral que bate de frente com a opinião pública e que vai ficar marcado na memória de todos, coisa que o povo não esquece e não perdoa e que, esteja certo, sóbrio e consciente, desta vez passará seu troco nas urnas, momento que o senhor precisará procurar emprego novo na terra da garoa, possivelmente junto aos seus bicudos pares perdedores.

PT Pará
NOTA Á IMPRENSA


O Partido dos Trabalhadores vem a público repudiar as recentes declarações do senador Mário Couto, que tentam denegrir a imagem da governadora do Estado do Pará, Ana Júlia Carepa.

Mário Couto é um representante do Estado do Pará, mas não se preocupa em defendê-lo. Sua atuação no senado teima em denegrir a imagem do estado, com um discurso truculento e preconceituoso com relação à condição de mulher e de governadora de Ana Júlia Carepa.

A atitude insana do senador esconde a incapacidade do seu partido, hoje sem lideranças e força políticas no Pará.

Ana Júlia Carepa, que o senador, em discurso, diz “ gostar de uisque”, tem um passado irrepreensível e admirado pelo povo do Pará.

Foi lider estudantil, bancária, dirigente sindical, vereadora, deputada federal, vice-prefeita de Belém, senadora e é governadora do Pará.

Mário Couto, como é público e notório, não gosta que lembrem do seu passado.

A política no Pará avançou com Ana Júlia Carepa, que é querida e respeitada pelo povo e pelos prefeitos do Pará, inclusive àqueles do partido do senador, que reconhecem na governadora uma mulher que respeita as relações políticas.

Ana Júlia Carepa se relaciona de forma republicana com as demais autoridades constituídas do Pará, sem a prática da cooptação de prefeitos, tão comum à época do governo do partido do senador.

Por fim, o Partido dos Trabalhadores é verdadeiramente solidário com a batalha travada por um familiar do senador que luta, heroicamente, para se livrar da dependência do alcoolismo.

João Batista
Presidente do PT

DILMA EM BELEM...


Olha o que David Carneiro postou no jcidadania

'Galera, tá confirmado. A DILMA está em Belém dia 17, este sábado. Marquem nas suas agendas. Haverá um ato aberto dela com a militância.O horário será confirmado em breve'.O MVIVA esta tentando confirmar.

VALTER POMAR FAZ PALESTRA EM BELEM


O MVIVA acaba de receber a informação dando conta da presença de Valter Pomar, que pertence ao Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores,estará proferindo palestra em Belém dia 15, quinta-feira,sobre há importancia da vitoria da Dilma para o Brasil e para esquerda na América Latina.O local do encontro será no IFPA -antigo CEFET- na Av.Almirante Barroso1155,bairro do Marco.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

DATABRANDA:IMPRENSA CARA DE PAU MANDA A VERDADE AS FAVAS!



Lições para a campanha da Dilma

A manipulação da última pesquisa do Databranda, publicada na FSP (Forca Serra Presidente), confirmando que A FOLHA MENTE, não deixa de colocar problemas para a campanha da Dilma. A "sem gracice" com que repercute a “pesquisa” no próprio jornal da família Frias revela que sentiram que foram pegos na tramóia, por tão óbvia, e que fazem parte do comando da campanha do governador de São Paulo, como Diário Tucano que são.

Mas não deixam de colocar para a campanha da Dilma problemas que apenas começam a aflorar em toda a sua dimensão. Em princípio, um governo cuja popularidade continua a bater recordes numa pesquisa após a outra – isso nem a Databranda consegue esconder -, numa situação econômica muito favorável – em que nem parece que até um ano atrás enfrentávamos os efeitos da pior crise do capitalismo desde a de 1929 -, tem condições muito favoráveis para eleger seu sucessor.

Ainda mais que a oposição tem dificuldades para definir seu perfil. Nem Serra se sente à vontade no figurino que a oposição gostaria de ter em um candidato, nem a oposição adora o Serra – preferiria muito mais um Alckmin. Mas diante do risco do PT renovar seu ciclo de governo, com mais 4 ou 8 anos, tem que se resignar a se unir em torno daquele que tem mehor colocação nas pesquisas, deixando para um hipotético depois a disputa ferrenha pelos cargos e orientações de um eventual novo governo dos tucanalhados-demoníacos.

Mas a campanha de Dilma corre riscos reais. Depois de se recuperar de uma grave crise como a de 2005, e do extraordinário apoio que o governo Lula conquistou em todas as regiões do pais e em todas as camadas da população, as condições de derrota de uma candidatura para a sua sucessão tem que contar com erros graves na condução dessa campanha. É certo que o poder econômico e o monopólio brutal da mídia contam fortemente como os dois pontos centrais de apoio da candidatura de oposição, contra os quais a candidatura da Dilma tem que lutar. Mas a campanha de 2006 demonstra que se pode ganhar.

Neste episódio ficou claro que as pesquisas são um forte instrumento nas mãos da oposição, que demonstra disposição de se valer da capacidade de manipulação e de iniciativa que elas permitem com todo seu peso. Contando com o Databranda e o Ibope e a difusão e repercussão que suas divulgações têm no conjunto da mídia monopolista, podem conseguir efeitos que não devem ser subestimados.

Diante dessas duas empresas, claramente alinhadas com o candidato opositor, o efeito das pesquisas da Vox Populi e da Sensus tem se demonstrado menor. A Vox Populi não divulga há tempos pesquisas nacionais, apenas ótimas análises de Marcos Coimbra sobre aspectos da campanha, e a Sensus faz a cada dois meses pesquisa para uma entidade empresarial, longe da dinâmica que podem impor as duas outras empresas.

Ter ficado esperando que a FSP (Forca Serra Presidente) desse de presente a esperada superação de Serra por Dilma nas vésperas do lançamento da candidatura deste, foi uma grande ingenuidade. Perdeu-se capacidade de iniciativa e sem dúvida se sofreu um golpe psicológico, com efeitos políticos. Um gol ilegal, validado pelo juiz, vale e altera o marcador.

Pode ter sido resultado de um certo salto alto, conforme a subida da Dilma aparece como irreversível, apontando até párea a possibilidade de uma vitória no primeiro turno. Sabe-se da falta de limites para o que a oposição e, em particular, sua imprensa, podem fazer. Mas de repente parece que nos esquecemos disso e ficamos relativamente inertes diante das suas manobras.

Há outros obstáculos para a campanha da Dilma. Um deles é a de que, apesar dela ter menor rejeição que o Serra, há resistências maiores entre as mulheres, aparentemente como resultado do preconceito feminino de confiar em uma mulher para governar, acostumadas tradicionalmente a delegar nos homens as responsabilidades políticas.

Outro problema é a já tradicional resistência dos estados de São Paulo para o sul, com um preconceito “anti-petista”, que tem que ser compreendido nos seus mecanismos, para poder ser combatido com eficiência.

No resto, são os problemas que podem advir em setores mais atrasados das tentativas de desqualificação da trajetória militante da Dilma. E, claro, as manobras de invenção que devem surgir durante a campanha.

No seu conjunto, uma condução vitoriosa da campanha tem que contar com profissionalismo, rapidez, criatividade e capacidade de envolvimento da maior quantidade possível de militância.

A vitória é possível, talvez provável, mas não comecará a se configurar até que as pesquisas apontem a ascensão da Dilma ao primeiro lugar.

Postado em seu Blog por
Emir Sader

domingo, 11 de abril de 2010

Ananindeua: Ana Júlia inaugura a 4ª base da Polícia Comunitária


A governadora Ana Júlia, inaugurou na manhã deste sábado (10), a Base Comunitária do Coqueiro, a quarta no Pará. Ação do governo do estado, que permite a participação popular no controle e promoção da segurança e da paz e reduz os índices de violência.

Instalada em frente ao Ginásio Abacatão, no bairro da Cidade Nova 7, contará com a ação especializada de 16 policiais militares, que trabalharão em ação conjunta com os 15 promotores de segurança, moradores e lideranças comunitárias do bairro, que passaram por cursos de formação e capacitação. Durante a solenidade, entregou as chaves de uma viatura e duas motos, zero quilômetro.

"Não investimos apenas em novas bases comunitárias ou em delegacias para coibir a violência e criminalidade. Para termos uma segurança eficiente, é preciso investir nas pessoas, com a capacitação de policiais, a aquisição de viaturas, armamento, coletes à prova de balas e munição", destacou a governadora.

Ana Júlia conclamou os moradores da Cidade Nova 7, onde está a Base do Coqueiro, e a população de comunidades adjacentes, para darem as mãos à polícia na busca de um mundo com mais segurança, um mundo de paz. "Estamos melhorando a condição para o combate à violência. E temos feito isso de forma integrada com a sociedade, que tem respondido positivamente ao nosso chamado, rendendo resultados ainda mais positivos para a segurança da comunidade". A Base Comunitária atenderá além da Cidade Nova 7, moradores dos bairros Cidade Nova 4 e 8 e do Coqueiro.

Ana Júlia ainda anunciou que, em junho, mais 1.350, dos 2.200 aprovados no segundo concurso da Polícia Militar, estarão nas ruas em todo o Pará. "Só para a Região Metropolitana de Belém teremos 700 e, destes, mais de cem serão destacados para trabalhar em Ananindeua", assegurou.

A vice-prefeita Sandra Batista, liderança que há bastante tempo vem percorrendo os bairros mais distantes ouvindo a população e lideranças sobre as demandas populares do município foi a convidada especial do Governo do Estado que ciceroneou a comitiva oficial,assinalou que: "o governo Ana Júlia é o que mais tem feito ações concretas para a parcela mais necessitada da população, atendendo às demandas mais críticas.Nunca se viu um governante tão próximo do povo como agora o faz a governadora Ana Júlia, Ananindeua tem muito a agradecer pois estava de castigo nos governos passados e de 2007 pra cá,deu um salto qualitativo sem precedentes. Então, nós só temos a agradecer à governadora por estar aqui em Águas Lindas trazendo esse mutirão. E também a base comunitária da segurança cidadã para a Cidade Nova 7.A senhora vai entrar pra história como a governante que mais veio em Ananindeua e que mais trouxe obras e serviços para Águas Lindas, bairro tão carente e que vive na fronteira entre Belém e Ananindeua".

Ana Julia e comitiva foram bastante aplaudidas pela grande massa presente ao ato, já que há muitos anos as lideranças comunitárias e a população em geral denunciam que aparelho policial estava sucateado e agora ganha nova vida com esse reforço no combate a violência.

Após o ato, em entrevista exclusiva, ao vivo, para o comunicador Eduardo Bueres da Super Radio Tropical FM, 99.1, comunitária, a governadora disse que o seu governo tem feito um esforço muito grande por este município importante pelo qual tem muito carinho, e fará mais ainda, trazendo o projeto de construção de casas populares que serão construídas na enorme área onde funcionava a residência dos antigos governadores já que a demanda habitacional popular é muito grande. “Já temos aqui três infocentros,a Casa Maria do Pará, seis estações de tratamento de água pelo PAC, reforma de escolas e agora essas bases da polícia comunitária”, contabilizou a governadora,ressaltando que a Base Comunitária será referência de diálogo entre a sociedade e a Polícia Militar.

Moradores dos bairros do entorno dos conjuntos residenciais Stélio Maroja e Jardim Nova Esperança e dos bairros de Águas Lindas e do Icuí, acompanharam a inauguração da Base Comunitária do Coqueiro e comemoraram com fogos de artifício o anúncio da governadora Ana Júlia, que assegurou a construção e implantação da Base Comunitária nesses dois últimos bairros.

ELEIÇÕES 2010: PRÉ– CANDIDATOS PT PARÁ



DEPUTADO ESTADUAL

1. Alfredo Cardoso Costa
2. Adalberto Aguiar Nunes
3. Antônio Ferreira Lima
4. Ana Suely Maia de Oliveira
5. Airton Luiz Faleiro
6. Bernadete Tem Caten
7. Carlos Alberto Barros Bordalo
8. Carlos Alberto Gonçalves Custodio
9. Cleidelene Galvão de Araujo
10. Cilas Dos Santos Souza
11. Edilza Joana Oliveira Fontes
12. Edilson Moura da Silva
13. Euzébio Rodrigues
14. José Maria de Sousa Melo
15. Joclau Barra Lima
16. Joilson Ranieri
17. João Alves Bezerra(Sabiá)
18. João Laurentino da Silva
19. José Raimundo Pompeu Portilho
20. Josimar de Souza Lira(Mazinho)
21. João Nazareno Na scimento Moraes
22. João Claudio Arroyo Tupinabá (Arroyo)
23. Laércio Rodrigues Pereira
24. Lucia Maria Carvalho de Sousa
25. Miguel da Silva Guimarães
26. Milton Zimmer Schneider
27. Otávio de Souza Pinheiro Neto
28. Pedro Aquino de Santana
29. Raimundo de Oliveira Filho
30. Raimundo Nonato Coelho Souza (Nonatinho)
31. Regina Barata
32. Rivelino
33. Sebastião Ferreira Neto (Ferrerinha)
34. Sandra Batista
35. Vanildo Silva Maciel
36. Valdir Ganzer
37. Ubiracy Rodrigues Soares (Bira)

A DEPUTADO FEDERAL

1. Carlos Eduardo Cardoso Martins
2. Cláudio Alberto Castelo Branco (Puty)
3. Esmerindo Neri Batista Filho (Miriquinho)
4. Ivan Lopes Pontes de Souza
5. José Geraldo Torres da Silva
6. José Roberto Oliveira Faro
7. Jose Carlos Soares Tavares

sábado, 10 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

PUTY: A FOLHA ERROU FEIO...!!!


MVIVA publica um comentário de Claudio Puty sobre a barrigada do Espaço Aberto.Até aí, tudo bem,os fatos desmentiram o falso furo,isso faz parte do jogo quando a coisa não é intencional e o episódio fica servindo de alerta a todos.O que chama a atenção é o aproveitamento de certos agentes que continuaram propagando a falsa noticia quando já havia a certeza do erro.

"A Folha errou feio de novo. Pra variar

A Folha de São Paulo induziu o blog do Espaço Aberto a erro, ao afirmar que Belém perdeu o GP de Atletismo.

O Grande Prêmio de Atletismo vai continuar rolando em Belém, como confirma a Confederação Brasileira de Atletismo. E vai ser maio. Aqui.

Pra Folha resta a desinformação, continuar na torcida do contra e amargar o despeito.

Agora o GP de Atletismo, esse vai acontecer em Belém.

Postado em seu Blog por
Cláudio Puty

quarta-feira, 7 de abril de 2010

MPF SE POSICIONARÁ SOBRE LICENÇA AMBIENTAL DE BELO MONTE


Belo Monte
MPF apresenta análise sobre a licença ambiental de Belo Monte


O Ministério Público Federal no Pará apresentará, amanhã,quinta-feira,parte das conclusões da análise que fez sobre o licenciamento ambiental da hidrelétrica de Belo Monte. A análise já consumiu dois meses de esforços de seis procuradores em Altamira, Belém e Brasília. A equipe foi formada pelos procuradores da República responsáveis pela fiscalização do empreendimento em Altamira, Bruno Gustchow e Cláudio Terre do Amaral; e pelos procuradores que acompanham o projeto de Belo Monte há vários anos, Ubiratan Cazetta, Felício Pontes Jr, Daniel Azeredo Avelino e Rodrigo Timóteo Costa e Silva. A licença, concedida pelo Ibama no dia 1º de fevereiro, é regida pela Constituição Federal, pelas leis ambientais e pelas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que disciplinam o licenciamento de projetos com graves impactos ambientais, caso de Belo Monte. A observância aos princípios legais foi o ponto de partida para a análise inicial do MPF.

Procuradoria da República no Pará
Assessoria de Comunicação

Postado no blog 5ª Emenda
por Marise Morbach.

FALA DO INTERNAUTA

Quero elogiar o MILITANCIAVIVA,como já o fiz através do 5ªEmenda, por enfrentar tão importante debate que é a construção da UHE de Belo Monte, na Volta Grande do Rio Xingu. Entretanto, queria lamentar a falta de profundidade que o debate merece e os rumos desta discussão, pois infelizmente, me parece que o debate não pode apenas se limitar àqueles que são a favor ou contra a construção da UHE de Belo Monte, embora entenda que seja legitimo tal debate.

Precisamos avançar um pouco mais nesse debate sobre a contribuição da Amazônia à matriz energética brasileira, ou seja, temos que discutir energias alternativas na Amazônia, tais como hidráulíca de baixo impacto, solar, eólica e de biomassa que se apresentam em abundância na região.

Discutir os detalhes técnicos, os grandes impactos previstos para essa obra, o problema das audiências públicas assim como também o chamado Plano de Desenvolvimento Sustentável do Rio Xingu, me parece ser o caminho mais acertado para aprofundarmos o debate das necessidades energéticas que a Amazônia precisa para ter um desenvolvimento sustentável e duradouro.

Abraços,

Wladlenn

CARTA DE 140 NAÇÕES PARA LULA SOBRE BELO MONTE


10 de Março de 2010
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Praça dos Três Poderes – Palácio do Planalto
Brasília/DF CEP: 70150-900
BRASIL
Fax: + 55 61 3411.2222
Excelentíssimo Senhor Luíz Inácio Lula da Silva,
Gostaríamos de expressar a nossa grande indignação e insistir para que o projeto da barragem
hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no estado do Pará, seja imediatamente suspenso
devido aos devastadores riscos sociais, ambientais e econômicos que o projeto representa para a
região Amazônica.
Em julho de 2009, o senhor reuniu-se em Brasília com representantes da sociedade civil brasileira
e com líderes das comunidades indígenas da bacia do rio Xingu, e lhes prometeu a reabertura do
diálogo sobre o ameaçador mega-projeto hidrelétrico. Na ocasião o senhor lhes garantiu que
“Belo Monte não seria forçada goela abaixo de ninguém”. Entendemos que esse compromisso
significava que a usina deBelo Monte somente seria aprovada uma vez que as comunidades
afetadas tivessem sido devidamente consultadas sobre o projeto, compreendido suas implicações
e concordado com suaconstrução.
Entretanto, menos de um ano mais tarde, seu governo deu sinal verde para o projeto, apesar da
indignação das comunidades locais,da preocupação e dos alertas explícitos dos especialistas
brasileiros. Dois altos funcionários do IBAMA- Leozildo Tabajara da Silva Benjamin e Sebastião
Custódio Pires- chegaram a pedirdemissão de seus cargos no ano passado devido ao alto nível de
pressão política para a aprovação do projeto.Fica claro que há sérias preocupações e críticas
oriundas de vários grupos e figuras importantes da sociedade civil brasileira, inclusive da parte de
Dom Erwin Krautler, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e de Leonardo
Boff, entre outros. Independente dessas preocupações expressas por seus compatriotas e da
promessa feita anteriormente, percebemos que seugoverno pretende de fato forçar Belo Monte
goela abaixo das comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia que são diretamente afetadas.
Estamos extremamente preocupados não apenas com a decisão de construir um mega-projeto tão
destrutivo do ponto de vista ambiental, mas também com a falta de ética que permeou o processo
de licitação do projeto através do qual o governo excluiu a sociedade civil de qualquer debate
aberto. Aqueles que serão os mais afetadospela construção de BeloMonte – o povo do Baixo
Xingu - foi particularmente alijados do processo de tomada de decisão. O povo da Bacia do rio
Xingu se opõe à Belo Monte há mais de 20 anos por razões que são válidas até hoje.
Como o senhor sabe, o Brasil votou pela Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos
Povos Indígenas (UNDRIP), que protege o direito desses povos à auto-determinação, incluindo
consulta livre, prévia e informada e que passou a integrar a lei Internacional dos Direitos
Humanos. O Brasil também faz parte da Convenção 169 da Organização Internacional do
Trabalho que garante aos povos indígenas o direito a consulta livre, prévia e informada com
relação a projetos de desenvolvimento ou de infra-estrutura que gerem impactos sobre suas vidas
e subsistência, tais como a proposta barragem de Belo Monte. Líderes de grupos indígenas locais
deixaram claro que esse direito de consulta foi completamente desconsiderado na aprovação da
licença prévia de Belo Monte e na sanção dos seus impactos sobre territórios indígenas.
As populações tradicionais e os povos indígenas tiveram seus direitos violados durante todo o
processo de licitação e insistimos para que essa situação seja remediada. Acreditamos que a
construção da Belo Monte representa uma grave violação de quase todos os artigos da UNDRIP,
tais como os artigos 3, 4, 5, 7, 8, 9, 10, 11, 18, 19, 20, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 32, 38, 40, 43 e 44.
O Brasil também viola o artigo 231.3, Capítulo VIII, da Constituição Federal do Brasil de 1988,
que garante por lei o direito dos povos indígenas de contestarem a exploração de recursos
hídricos em suas terras, e do artigo 10-V da resolução 237 do CONAMA (19 de Dezembro de
1997), que requer a consulta pública sobre as avaliações de impacto ambiental.
Como o senhor está ciente, a represa de Belo Monte irá inundar uma área de 500 km2 e desviar
quase todo o fluxo do Xingu para a usina na barragem através de dois canais artificiais. Esse
desvio do fluxo do rio deixará sem água, peixe ou transporte as comunidades indígenas e
tradicionais ao longo de uma extensão de 130 km na Volta Grande do Xingu. O rebaixamento do
lençol freático poderá vir a destriuir a produção agrícola da região, afetando os produtores
indígenas e não indígenas, assim como a qualidade da água. É muito provável que as florestas
tropicais da região tampouco sobrevivam. A formação de pequenos lagos de água parada entre as
rochas da Volta Grande propiciarãoum meio perfeito para a proliferação da malária e de outras
doenças cujo vetor se desenvolve na água parada. As comunidades a montante, inclusive os
índios Kayapó, sofrerão com a perda das espécies migratórias de peixe que são parte fundamental
de sua dieta.
Além dos impactos devastadores à Volta Grande já mencionados, estima-se que 20.000 pessoas
serão forçadas a deixarem suas casas, incluindo habitantes da cidade de Altamira que será
parcialmente inundada. Apesar de tudo isso, Belo Monte é considerado como um projeto-modelo
pelo Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC), ambicioso programa do seu governo que
promete trazer um futuro de desenvolvimento para o Brasil com mínimo impacto social e
ambiental. Unimo-nosaos opositores brasileiros à usina de Belo Monte ao declararmos que esses
impactos são um preço inaceitável a ser pago por um projeto de viabilidade técnica e econômica
duvidosa que oferece benefícios questionáveis aos brasileiros. Na verdade, a construção da Belo
Monte pode levar ao questionamento de toda a imagem do PAC, tanto no Brasil quanto no
mundo, sendo completamente contrária ao desenvolvimento sustentável e aos benefícios sociais
com que o PAC se compromete.
Investigações independentes concluíram que a avaliação do estudo de impacto ambiental do
projeto é incompleta e subestima a extensão dos possíveis impactos da usina de Belo Monte. É do
conhecimento de todos que o fluxo ao longo da Volta Grande do Xingu seria gravemente
reduzido pelos canais, contudo, os estudos geológicos e sobre a qualidade e o fluxo das águas na
Volta Grande permanecem incompletos. Francisco Hernandez, engenheiro eletricista e co-
coordenador de um grupo de 40 especialistas que analisaram o projeto, duvida da viabilidade da
Belo Monte e alerta tratar-sede um projeto extremamente complexo que dependeria da construção
não somente de uma barragem, mas de uma série de grandes barragens e diques que
interromperiam o fluxo de água de uma extensa área e requereriaescavações de terra e rochas em
escala semelhante aquela necesáriana construção do Canal do Panamá. Estamos particularmente
preocupadoscom o descaso do governo com relação ao parecer do painel de especialistas e à
análise técnica realizada pelo IBAMA, em novembro último, parte fundamental do processo de
licenciamento ambiental.
Belo Monte produzirásomente 10% da capacidade instalada de 11.233 MW de energia durante os
três a quatro meses da estação seca. Além disso, ainda não se sabe qual será o custo total do
projeto; enquanto a Empresa de Pesquisa Elétrica (EPE) estima R$16 bilhões, investidores
privados estimam R$30 bilhões. O suprimento energético ineficiente e as incertezas sobre os
dados ambientais do projeto não justificam tamanho investimento. Revolta-nos a falta de
responsabilidade dos atores corporativos e financeiros que se empenham emconcretizar esse
projeto, como o banco nacional de desenvolvimento BNDES que planeja utilizarde maneira
irresponsável os recursos públicos dos contribuintes brasileiros para financiar a maior parte de
Belo Monte. Belo Monte não é um problema não somente para a população do Xingu, mas é
também um péssimo investimentopara o Brasil.
A realização do projeto de Belo Monte desconsidera alternativas viáveis e menos destrutivas tais
como o aumento da eficiência energética e a promoção de fontes renováveis de energia, por
exemplo, energia solar e eólica. Um estudo realizado pela WWF-Brasil, publicado em 2007,
mostrou que até 2020 o Brasil poderá reduzir a demanda energética prevista em 40% por meio de
investimentos em eficiência energética. A energia economizada seria equivalente a 14
hidrelétricas de Belo Monte e representaria uma economia de cerca de R$33 bilhões para os
cofres brasileiros.
Apesar de existirem alternativas muito mais viáveis e sustentáveis, a hidrelétrica de Belo Monte
está sendo proposta como modelo para a matriz energética renovável do Brasil, parte importante
da redução de 38% das emissões domésticas brasileiras até 2020. Na verdade, o que se verifica é
exatamente o contrário: a barragem emitirá grandes quantidades de metano, gás de efeito estufa
21 vezes mais potente do que o CO2. Grandes barragens também causam destruição ambiental
direta e indireta consideráveis, como o desmatamento de grandes áreas e o aumento das emissões
de gases de efeito estufa. Não há nada de limpo nem de sustentável em Belo Monte.
Acreditamos que nossa reunião realizada em junho deste ano tenha sido um passo importante na
direção da abertura de novos canais de diálogo e confiança entre o governo e as populações locais
do Rio Xingu. No entanto, vemos que a total incapacidade de cumprir essa promessa de diálogo
vem aumentando a tensão política em torno da questão de Belo Monte com a possibilidade de
mobilizações em massa e confrontos violentos se tornando cada vez mais factíveis.
Em suma, entendemos a aprovação desse mega-projeto pelo governo brasileiro como um ato
irresponsável e temerário. Forçar Belo Monte goela abaixo de milhares de povos indígenas e
famílias ribeirinhas, enquanto o baixo Rio Xingu é destruído, é um preço incomensuravelmente
alto a ser pago por uma fonte energética ineficiente, de alto custo e devastadora do ponto de vista
ambiental.
O Brasil não precisa da Belo Monte para assegurar o seu futuro energético.
Insistimos veementemente para que o governo adote alternativas menos destrutivas para
alimentar o crescimento econômico do Brasil, realize a devida consulta às comunidades locais e
suspenda de imediato esse projeto desastroso em respeito aos direitos dos habitantes do Rio
Xingu e à integridade do ecossistema da região.
Atenciosamente,
Christian Poirier
Brazil Program Coordinator
Amazon Watch
221 Pine St.
San Francisco, California
United States, 94104
Phone: +1 415 487 9600
Fax: +1 415 487 9601
Email: christian@amazonwatch.org
Cc:
Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, gabinete@mme.gov.br
Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, carlos.minc@mma.gov.br
Presidente do IBAMA, Roberto Messias Franco, roberto-messias.franco@ibama.gov.br
Procuradora da República, Débora Duprat, deborah@pgr.mpf.gov.br
Chefe de Gabinete do Ministério de Minas e Energia, José Antonio Corrêa Coimbra
jose.coimbra@mme.gov.br
Executive Secretary of Ministry of Mines and Energy, Márcio Pereira Zimmermann
secex@mme.gov.br
Secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Josias Matos de Araujo
see@mme.gov.br
Chefe de Gabinete do IBAMA, Vitor Carlos Kaniak, vitor.kaniak@ibama.gov.br
Secretária Executiva do Ministério do Meio Ambiente, Izabella Mônica Vieira Teixeira
izabella.teixeira@mma.gov.br
Carta endossada pelas seguintes organizações:
ACCION ECOLOGICA REDLAR, Equador
ACTION POPULAIRE CONTRE LA MONDIALISATION, Genebra, Suíça
AFRICA YOUTH INITIATIVE ON CLIMATE CHANGE
AKIN
ALLIANCA DEL CLIMA E.V.
AMAZON WATCH, EUA
AMBIENTE E SALUTE (ENVIRONMENT AND HEALTH), Bolzano-Itália
AMNESTY INTERNATIONAL, América Latina, Alemanha
ANAKU ERMET, Aotearora/Nova Zelândia
AQUATIC NETWORK
ASIAN INDIGENOUS WOMENS'S NETWORK, Filipinas
ASIA PACIFIC INDIGENOUS YOUTH NETWORK, Filipinas
ASOCIACIÓN DE ECOLOGÍA
ASOCIACIÓN INTERAMERICANA PARA DEFENSA DEL AMBIENTE, México
ASIA INDIGENOUS PEOPLES PACT, Tailândia
BERNE DECLARATION, Suíça
BIOFUELWATCH
BOTH ENDS, Holanda
BUILDING COMMUNITY VOICES, Cambodia
CANADIANS FOR ACTION ON CLIMATE CHANGE, Canadá
CARBON TRADE WATCH
CENTRE FOR CIVIL SOCIETY ENVIRONMENTAL JUSTICE PROJECT, África do Sul
CENTER FOR INDIGENOUS PEOPLES, Paquistão
CHR-CAR, China
CLIMATE ALLIANCE OF EUROPEAN CITIES WITH THE INDIGENOUS RAINFOREST
PEOPLES
CODEPINK, EUA
COECOCEIBA-FoE, Costa Rica
COMITÉ POUR LES DROITS HUMAINS EN AMÉRIQUE LATINE
COMUNIDAD VILLA SALVIANI, Bolívia
CORDILLERA PEOPLES ALLIANCE, Filipinas
CORPORATE ACCOUNTABILITY INTERNATIONAL, EUA
CORPORATE ETHICS INTERNATIONAL, EUA
COUNCIL OF CANADIANS, Canadá
DOGWOOD ALLIANCE, EUA
EARTH CHARTER NARSAQ, Groenlândia
EARTH CHARTER YOUTH VISION ALLIANCE NETWORK, Nigéria
EARTHPEOPLES
ECO LABS, Reino Unido
ECOLOGISTAS EN ACCIÓN, Espanha
ECOSISTEMAS, Chile
ENERGY ETHICS, Dinamarca
ENVIROCARE, Tanzânia
FERN, Bélgica
FIAN International
FIAN, Holanda
FLEMISH CENTRE FOR INDIGENOUS PEOPLES, Bélgica
FOREST PEOPLES PROGRAMME, Rainforest Foundation EUA
FOREST PEOPLES PROGRAMME
FRIENDS OF PEOPLES CLOSE TO NATURE
FRIENDS OF THE EARTH, Àustria
FRIENDS OF THE EARTH, Canadá
FRIENDS OF THE EARTH, Chipre
FRIENDS OF THE EARTH, Flandres e Bruxelas
FRIENDS OF THE EARTH, EUA
FRIENDS OF THE EARTH, França
FRIENDS OF THE EARTH, Mauritius
FRIENDS OF THE EARTH, Serra Leoa
FUNDACIÓN PARA ADHESIÓN CON LOS PUEBLOS AMAZÓNICOS
FUNDACIÓN PROTEGER, Argentina
GEGENSTRÖMUNG – COUNTERCURRENT, Alemanha
GLOBAL EXCHANGE, EUA
GLOBAL FOREST COALITION
GLOBAL JUSTICE ECOLOGY PROJECT, EUA
GLOBAL 2000 - FRIENDS OF THE EARTH, Àustria
GRASSROOTS INTERNATIONAL
GREEN ACTION FOE, Croácia
GREENPEACE
GRUPPO AMBIENTE, Bolzano, Itália
HMONG ASSOCIATION, Tailândia
HUMAN RIGHTS PROJECT AT THE URBAN JUSTICE CENTER
IBIZA ECOLOGIC
ILO, Support for Indigenous Peoples, Cambodja
INDIAN CONFEDERATION OF INDIGENOUS AND TRIBAL PEOPLES NORTH EAST
ZONE, Ìndia
INDIAN YOUTH CLIMATE NETWORK, Ìndia
INDIGENOUS ENVIRONMENTAL NETWORK, EUA
INDIGENOUS PEOPLES COUNCIL ON BIOCOLONIALISM
INDIGENOUS PEOPLES CULTURAL SUPPORT TRUST
INDIGENOUS RIGHTS ACTIVE MEMBER, Cambodja
INDI-GENEVE, Switzerland
INDONESIA FISHERFOLK UNION/Serikat Nelayan, Indonésia (SNI)
INSTITUTE FOR SOCIAL ECOLOGY, EUA
INTERNATIONAL ACCOUNTABILITY PROJECT, EUA
INTERNATIONAL RIVERS, EUA
IPUGAO TRIBAL GROUP, Filipinas
JUSTICE, PEACE AND INTEGRATION IN CREATION
KAHAB ABORIGINAL ASSOCIATION OF NANFOU, Taiwan
KALUMARAN - ALLIANCA OF INDIGENOUS PEOPLES ORGANIZATIONS MNDANAU,
Filipinas
KIRAT YAKTHUNG MANGENNA CHUMLUNG, Nepal
KLIMA-BÜNDNIS, Alemanha
KOALISYON NG KATUTUKO, Filipinas
KoBra
LAND IS LIFE
LISIANG DONGBA CULTURE RESEARCH INSTITUTE, China
MAGAR STUDIES CENTER, Nepal
MENSCHENRECHTE 3000 e.V. (Human Rights 3000)
MINA SUSANA SETRA, Indonésia
MONTAGNARD FOUNDATION, Vietnã
NAGA PEOPLES MOVEMENT FOR HUMAN RIGHTS, Filipinas
NATIONAL ASSOCIATION OF PROFESSIONAL ENVIRONMENTALISTS, Uganda
NETHERLANDS CENTRE FOR INDIGENOUS PEOPLES
NETWORK OF INDIGENOUS PEOPLES IN THAILAND
NOAH FRIENDS OF THE EARTH, Dinamarca
NURHIDAYAT MOENIR, Indonésia
ODISHA ADIVASI MANCH, Índia
OILWATCH, Costa Rica
OILWATCH, Mesoamérica
O'ODHAM VOICE AGAINST THE WALL
PACIFIC ENVIRONMENT, EUA
PACIFIC INDIGENOUS PEOPLES ENVIRONMENTAL COALITION
PAGGAMISAN TAKO AM, Filipinas
PAKISTAN FISHERFOLK FORUM, Paquistão
PEACE ACTION MAINE, EUA
PENGON-FOE, Palestina
PERUVIAN IN ACTION-NY
PUMC-UNAM, México
QIVI NETWORK GREENLAND
RADIO DIGNIDAD
RADIO URGENTE
RAINFOREST ACTION NETWORK, EUA
RAINFOREST FOUNDATION, EUA
RETTET DEN REGENWALD e.V, Alemanha
SOBREVIVENCIA FRIENDS OF THE EARTH, Paraguai
SOCIETY FOR THREATENED PEOPLES INTERNATIONAL
SOS-REGENWALD, Àustria
TARA-Ping Pu, Taiwan
TAIWAN ENVIRONMENTAL PROTECTION UNION
TERRA NOSSA FOUNDATION
THE CORNER HOUSE, Reino Unido
THE ENVIRO SHOW WXOJ-LP & WMCB
THE WITTENBERG CENTER FOR ALTERNATIVE RESOURCES
TIBET THIRD POLE
TIMOR-LESTE INSTITUTE FOR DEVELOPMENT MONITORING AND ANALYSIS-La'o
Hamutu
TRAPESE POPULAR EDUCATION COLLECTIVE
TRIBAL PROFESSIONAL AND STUDENT SOLIDARITY, Filipinas
UMPHILO WAMANZI, A WATER AND ENVIRONMENTAL CSO IN SOUTH AFRICA
UNITED WORLD OF INDIGENOUS PEOPLES
Universitario México Nación Multicultural –UNAM, México
VIVAT INTERNATIONAL





VOICE, Bangladesh
VOLUNTARY SERVICES ONESEAS, Paquistão
WISEREARTH
WORLD RAINFOREST MOVEMENT, Reino Unido
YACHAY WASI, Cuzco, Peru & NYC, EUA

terça-feira, 6 de abril de 2010

BELO MONTE NA ORDEM DO DIA...


O MVIVA (RE)COLOCA NA ORDEM DO DIA A DISCUSSÃO SOBRE A CONTRUÇÃO DA USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE,ASSUNTO QUE TEM GERADO APAIXONADAS REFLEXÕES NOS MEIOS ACADÊMICOS, CIENTÍFICOS, POLÍTICOS E ESPECIALMENTE ENTRE A JUVENTUDE,QUE PROCURA ELEMENTOS PARA ENTENDER E DISCUTIR ESSA ESPÉCIE DE DANÇA A DOIS TEMPOS.POSTAREMOS UMA INTERESSANTE SÉRIE NO DECORRER DESTA SEMANA COM OPINIÃO DE GENTE QUE JÁ SE POSICIONOU SOBRE O ASSUNTO.ACOMPANHEM,O TEMA LITERALMENTE ELETROCUTANTE!

VEJAM O QUE DISSE:
*Cláudio Puty
Por que defendemos Belo Monte

Não há perspectiva de desenvolvimento sustentável no Pará sem energia elétrica, farta e barata, para verticalizar a produção minerária, gerar emprego e renda, aumentar a arrecadação de impostos e royalties e resgatar a dívida social com os que mais necessitam da atenção do Poder Público neste Estado.

Essas são as razões pelas quais o Governo Popular defende a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, na Volta Grande do Xingu.

Ela é apenas um exemplo do que a governadora Ana Júlia classificou apropriadamente como “salto para o futuro” em sua mensagem à Assembléia Legislativa no início deste ano.

A parceria entre os governos Lula e Ana Júlia constitui, portanto, um marco na inversão de prioridades e investimentos no Estado. O início de uma estratégia de desenvolvimento industrial que se configura, por exemplo, na implantação de uma siderúrgica em Marabá, no interior do Pará, para gerar emprego, renda e oportunidades de desenvolvimento para uma região tradicionalmente relegada ao esquecimento.

Todos acompanharam o embate para que pudéssemos assegurar esta conquista.
Fique claro, portanto, que o apoio a Belo Monte não é incondicional, acrítico e submisso.

O processo de negociação conduzido pela governadora Ana Júlia junto ao governo federal e à Eletronorte retira o Pará da condição subalterna de "almoxarifado do Brasil" para colocá-lo no centro da cena, como protagonista do desenvolvimento do País e da região amazônica.

Assegurar 20% de toda a energia que será produzida pela Usina de Belo Monte para empreendimentos locais pode viabilizar, por exemplo, a instalação de mais duas indústrias de alumina no Pará.

Isso significa cerca de US$ 900 milhões anuais em negócios, com uma renda agregada de R$ 400 milhões em salários e pagamentos a fornecedores.

A questão é simples: você não pode armazenar energia em contêineres. É preciso usá-la e isso torna possível um passo adiante da simples produção de matéria-prima em Juruti, por exemplo, para uma planta de alumina e alumínio, em Santarém ou mesmo em Altamira.

Ainda não é o que sonhamos, mas é uma mudança significativa de qualidade que nos permite, por exemplo, manter uma escola técnica em Juruti, em parceria com a Alcoa, para qualificar mão-de-obra local. Teremos emprego, renda e tudo o que vem agregado no que se refere à saúde, educação, cidadania.
Um passo depois do outro, é assim que se caminha.

É fato que a construção da usina de Belo Monte trará impactos ao meio-ambiente e não podemos negligenciar as medidas necessárias para mitigá-los.
A governadora Ana Júlia mobilizou o Estado para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu.

Em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) foi feita uma ampla consulta às populações locais, para detectar as necessidades em áreas fundamentais, como saúde, educação, regularização fundiária, meio-ambiente, dentre outras.

O resultado assegurou os R$ 3,75 bilhões a serem investidos na região pelo governo federal - 1,5 bilhão dos quais em ações de compensação socioambientais e R$ 2,29 bilhões nas áreas e população afetadas com as obras.

Ninguém quer o alagamento de Altamira e consideramos justas as manifestações da sociedade civil, inclusive as contrárias à construção da usina de Belo Monte.

O fato é que a hidrelétrica hoje tem condições de gerar energia com muito menos dano ambiental. O rigor da legislação, o papel institucional do Ministério Público, a pressão da sociedade civil sobre as empresas e sobre o próprio governo, tudo isso são constrangimentos benéficos e necessários para que se possa assegurar os investimentos sociais de que o Pará tanto se ressente.

Somos herdeiros do embate democrático e temos a oportunidade de dar um novo curso à história dos grandes projetos na Amazônia, eliminando suas conseqüências nefastas - a segregação territorial, a exclusão, os enclaves.

O novo modelo de desenvolvimento do Pará se assenta sobre obras estruturantes que só estão saindo do papel agora, graças à parceria entre o Estado e a União.

Entre elas, destacamos as eclusas de Tucuruí, que restabelecem a navegabilidade do Tocantins e viabilizam a hidrovia Tocantins-Araguaia, fundamental para a ligação entre o Porto Público de Marabá e o Porto de Barcarena, nossas janelas para a Europa e os Estados Unidos; as hidrelétricas plataformas do Tapajós, a pavimentação das rodovias Santarém-Cuiabá e Transamazônica, os investimentos de mais de R$ 170 milhões em ciência e tecnologia, o NavegaPará, enfim, uma série de ótimos temas para o debate público.


* Cláudio Puty é economista formado pela Universidade Federal do Pará, com mestrado em Teoria Econômica pela Universidade de Tsukuba, no Japão e doutorado em Economia Política pela New School for Social Research, Nova Iorque. É assessor do governo do Pará.