O MViva!, espaço aberto, independente, progressista e democrático, que pretende tornar-se um fórum permanente de ideias e discussões, onde assuntos relacionados a conjuntura política, arte, cultura, meio ambiente, ética e outros, sejam a expressão consciente de todos aqueles simpatizantes, militantes, estudantes e trabalhadores que acreditam e reconhecem-se coadjuvantes na construção de um mundo novo da vanguarda de um socialismo moderno e humanista.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

UM COMUNISTA DA VELHA E BOA CEPA ITALIANA

Reflexões do veterano comunista italiano Pietro Ingrao (n. 1915), representante da ala esquerda do Partido Comunista Italiano (PCI), ex-editor do jornal L’Unità e formulador do conceito de democracia de massas no sentido de “democracia ampliada”. Ele terçava armas com outros próceres do partido, como Giorgi Amendola, representante da tendência social-democrata do partido. Que diferença com o tipo de “esquerda” que existe hoje na Itália e na Europa!

“Os gulags não foram uma fábula, mas não vejo por que hoje deveria assumi-los no meu patrimônio, no meu sentimento de comunista, agora que não tenho nem mesmo o álibi de ‘não saber’. Ao lado desta derivação, o movimento comunista no século XX arrastou classes sociais inteiras para a luta política e social, e grande parte do crescimento da democracia, pelo menos na Europa, está ligada a esta participação, a esta batalha. Por que não deveria revisitar e reexaminar nossa história, ver as luzes e as sombras? Enfraqueço-me? Penso exatamente o contrário: a autocrítica me reforça. O arrependimento é uma palavra que não pertence à minha linguagem, tem um sabor de sacristia. Mas, se arrepender-se significa reconhecer os erros, então não tenho medo desta palavra. Tentar compreender onde erramos me ajuda a viver, a me sentir mais forte, a olhar para a frente. A reconstruir o passado para dar uma indicação sobre o futuro: pode-se aprender com os erros. E no horizonte futuro resta a necessidade de uma resposta às exigências, decisivas, de sentido da vida, de horizonte, num mundo vergado como então, como em todo o século XX, pela maldição de uma guerra. Passei uma vida batendo-me por coisas essenciais: o direito de se alimentar, crescer, se instruir, se cuidar, ser criativo no próprio trabalho. O movimento operário, no curso de um século, cresceu no contexto da reivindicação de necessidades fundamentais, a começar pelo grande tema do resgate do trabalho, e da exigência destas coisas nasceu a ideologia comunista, com seus erros, suas culpas, seus delitos. A violência armada, infelizmente, teve um lugar na história e na ideologia do movimento comunista. Em nome desta violência, o homem foi posto sob cadeias, quando nós o queríamos livre. Nossa derrota nasceu também daqui. Mas aquelas exigências permanecem presentes, continuam a ser atuais, e alguém terá de responder a elas...”


BRICS BLOQUEIAM EUA NO ORIENTE MÉDIO


Comunicado divulgado após reunião de vice-ministros de Relações Exteriores anuncia posição conjunta dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) sobre situação no Oriente Médio e norte da África. Foco deve ser diálogo nacional pacífico, contra qualquer tipo de intervenção estrangeira; papel central nas decisões compete ao Conselho de Segurança da ONU. Interferência externa na Síria é rejeitada, assim como ameaça de uso da força contra o Irã.

A reunião dos vice-ministros de Relações Exteriores dos países BRICS em Moscou, quinta-feira (24), sobre a situação no Oriente Médio e Norte da África é um evento de grande importância, como se vê pelo Comunicado Conjunto. Os principais elementos do Comunicado são:

a) Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) assumiram posição comum sobre o que hoje se conhece como “Primavera Árabe”. Identificaram-se os princípios básicos dessa posição: o foco deve ser diálogo nacional pacífico; nada justifica qualquer tipo de intervenção estrangeira; o papel central nas decisões compete ao Conselho de Segurança da ONU.

b) Os BRICS adotaram posição comum sobre a Síria. A frase chave do Comunicado é “fica excluída qualquer tipo de interferência externa nos assuntos da Síria, que não esteja conforme o que determina a Carta das Nações Unidas.”

c) Os BRICS exigiram “revisão completa” para avaliar a adequação [orig. appropriateness] da intervenção da OTAN na Líbia; e sugeriram que se crie missão especial da ONU em Trípoli para conduzir o processo de transição em curso; dessa comissão deve participar, especificadamente, a União Africana.

d) Os BRICS rejeitaram a ameaça de força contra o Irã e exigiram negociações e diálogo continuados. Muito importante, os BRICS criticaram as ações de EUA e União Europeia de impor novas sanções ao Irã, chamando-as de medidas “contraproducentes” que só “exacerbarão” a situação.

e) Os BRICS saudaram a iniciativa do Conselho de Cooperação do Golfo, que encontrou saída negociada para o Iêmen, como exemplo a ser seguido.

É momento sumamente importante para os BRICS – e também para a diplomacia russa. Cresceu consideravelmente a credibilidade dos BRICS como voz influente no sistema internacional. Espera-se que, a partir da posição comum agora construída sobre as questões do Oriente Médio, os BRICS passem a construir posições comuns também em outras questões regionais e internacionais.

Parece evidente que a Rússia tomou a iniciativa para o encontro da quimnta-feira e o Comunicado Conjunto mais ou menos adota a posição que a Rússia já declarou sobre a Primavera Árabe. É vitória da diplomacia da Rússia, que ganha diplomaticamente, ter obtido o endosso dos países BRICS também no que diz respeito às graves preocupações russas quanto à situação síria, ante ao risco, cada dia maior, de o Irã sofrer ataque de intervenção ocidental semelhante ao que ao que a Líbia sofreu.

Recentemente, Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, manifestou vigorosamente as crescentes preocupações russas. Moscou mostrou-se frustrada com o ocidente e a Turquia, que têm interferido claramente no caso sírio, não só contrabandeando armas para o país e incitando confrontos que, cada vez mais, empurram o país para uma guerra civil, mas, também, sabotando ativamente todas as tentativas para iniciar um diálogo nacional entre o regime sírio e a oposição.

A posição dos BRICS também será bem recebida em Damasco e em Teerã. Mas, ao contrário, implica dificuldades para os EUA e seus aliados, que investem muito em fazer crescer a tensão contra a Síria e o Irã. A Índia ter participado da reunião em Moscou, e ter assinado o Comunicado conjunto também é notícia particularmente importante. Washington registrará. A Rússia, na prática, conseguiu que os BRICS assinassem um clara censura às políticas intervencionistas dos EUA no Oriente Médio.

Muito claramente, não há caminho aberto, agora, para que os EUA consigam arrancar autorização do Conselho de Segurança da ONU para qualquer tipo de intervenção na Síria. A Turquia, em relação à Síria, pode ter dado passo maior que as pernas. E Israel também recebeu uma reprimenda.

A formulação que se lê no Comunicado conjunto dos BRICS – “segurança igualitária e confiável” para os países do Golfo Pérsico, a partir de um “sistema de relações” – pode ser vista, sim, como repúdio ao advento da OTAN como provedor de segurança para a região. O Comunicado Conjunto dos países BRICS pode ser lido na página do Itamaraty.

 Fonte: Carta Maior

GUERRA FRIA II - AGRESSIVIDADE E PERFIL 'BUCANEIRO' DA OTAN COLOCA RUSSIA EM ALERTA



O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, presidiu nesta terça-feira a inauguração de uma estação de radares de alerta contra mísseis no enclave báltico de Kaliningrado, em resposta ao escudo antimísseis dos Estados Unidos.

"Espero que esta medida seja percebida por nossos parceiros ocidentais como um primeiro sinal da disposição de nosso país a responder às ameaças do sistema de defesa antimísseis [americano] para nossas forças nucleares", declarou Medvedev, citado pela agência Interfax.

O sistema Voronezh-DM tem uma cobertura de 6.000 quilômetros. O líder russo advertiu que caso o sinal não seja ouvido, a Rússia tomará outras medidas de resposta, entre elas "o desdobramento de agrupamentos ofensivos".

Na última semana, o presidente russo anunciou o radar antimísseis e ordenou o reforço na segurança das instalações das forças estratégicas do país, em resposta à recusa dos EUA a dar garantias por escrito de que seu sistema de defesa antimísseis na Europa não ameaça o poderio nuclear russo.

Anteriormente, Medvedev havia proposto a criação de um sistema conjunto Rússia-Otan, no qual cada uma das partes se encarregaria da segurança de um setor do continente, proposta rejeitada pela Aliança Atlântica e EUA.
ALERTA MACABRO
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O líder russo advertiu nos últimos meses que se não houver um acordo até 2020, o mundo se verá em uma nova corrida armamentista, similar àquela protagonizada por Moscou e Washington durante a Guerra Fria.

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Fonte: EFE

RUSSIA ENVIA NAVIO DE GUERRA PARA SUA BASE NA SÍRIA





Rússia está enviando uma frota de navios de guerra para sua base naval na Síria, em uma demonstração de força que sugere que o governo russo está disposto a defender seus interesses no país, à medida que cresce a pressão internacional sobre o presidente Bashar al-Assad.

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O jornal Izvestia divulgou nesta segunda-feira, citando o almirante russo aposentado Viktor Kravchenko, que a Rússia planeja enviar seu porta-aviões "Almirante Kuznetsov" e um navio patrulha, uma embarcação antisubmarino e outros navios. "Ter qualquer força militar além da Otan é muito benéfico para a região, uma vez que impede a eclosão de conflitos armados", disse Kravchenko, que foi chefe da equipe da Marinha de 1998-2005, segundo o Izvestia.

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Um porta-voz da Marinha, citado pelo jornal, confirmou que os navios de guerra russos seriam deslocados para a base de manutenção que a Rússia mantém na costa síria perto de Tartus, mas disse que a viagem não tem nada a ver com a revolta contra Assad. 
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O jornal disse que o porta-aviões Almirante Kuznetsov seria armado com pelo menos oito caças Sukhoi-33, vários caças MiG-29K e dois helicópteros.

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Sanções da Liga Árabe e pedidos da França para a criação de zonas humanitárias na Síria aumentaram a pressão internacional sobre Assad para acabar com a repressão, que segundo as Nações Unidas já causou a morte de 3.500 pessoas durante nove meses de protestos contra seu governo. A Rússia, que tem uma base de manutenção naval na Síria e cujo comércio de armas com o país rende milhões de dólares por ano, juntou-se à China no mês passado para vetar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, apoiada pelo Ocidente, condenando o governo de Assad.


Fonte: Reuters

LULA ABRE O JOGO E DIZ QUE NÃO DESCARTA DISPUTAR A PRESIDENCIA MAIS UMA VEZ



 "Assim como não tenho coragem de dizer que vou concorrer a alguma coisa em algum momento, não tenho coragem de dizer que não vou". A declaração foi dada pelo ex-presidente Lula numa reportagem publicada na edição desta semana da revista americana "The New Yorker". Na reportagem, sobre o governo Dilma, Lula, ao ser perguntado se consideraria voltar a disputar o cargo de presidente, não descarta a possibilidade.
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"Não existe isso de ficar fora da política para sempre. Só a morte pode tirar um político da política para sempre. Olhe o Jimmy Carter (foto acima): teve uma Presidência falha, e agora é o melhor ex-político na política. Eu o admiro. E Bill Clinton (foto abaixo) - nunca vai perder sua importância. Então, o que vai acontecer no futuro? Eu não sei. Eu já cumpri meu papel no Brasil", diz Lula na reportagem.
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Segundo o ex-presidente, "se Dilma quiser concorrer à reeleição, é o direito dela. Ninguém pode negá-lo. Só há um jeito de ela não concorrer à reeleição: se ela não quiser". Lula diz ainda que há hoje no país "muitos jovens que estão no lugar certo para concorrer à Presidência" - para afirmar, porém, em seguida, que continuará na política, e viajando por outros países. "Não nasci político. Estive fora da política até os 31 anos. Mas sei que vou morrer político. É minha vocação", disse Lula, que deu a entrevista no início de agosto, antes do diagnóstico de câncer.

Também na reportagem, Lula sublinha que, do governo FH, manteve só a responsabilidade fiscal, e que "se tivéssemos continuado as políticas de Fernando Henrique (foto abaixo), o Brasil teria falido (...). 
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O Brasil por muito tempo não teve política de investimento, nenhuma habilidade para gerar empregos, nenhuma política de redistribuição de renda. (...) E tive outra ideia, a ideia de que não tinha sido eleito para brigar com meu antecessor (...), então decidi governar o país".

A reportagem destaca que Lula mudou seu pensamento sobre a economia após ser presidente. "É como ser pai. Quando você é filho, você acha que seu pai tem todo o dinheiro do mundo para te dar", disse Lula, que, numa análise da relação brasileira com outras nações, afirma ainda que "o Brasil tem a chance de crescer em parceria com países como o Brasil".

O ex-presidente contou ainda a primeira conversa que teve com Mahmoud Ahmadinejad (foto abaixo), presidente do Irã, na qual perguntou se ele não acreditava mesmo no Holocausto. "Se sim, você é o único que não acredita". 
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Ainda na entrevista, Lula, ao citar as opções que analisou antes de escolher Dilma sua sucessora, lista José Dirceu, "um amigo", e Antonio Palocci, "uma das companhias mais inteligentes que tenho. Ele cometeu erros que não deveria ter cometido".
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 Zé Dirceu, ao lado esquerdo,com Palocci

Uma análise do governo da primeira mulher presidente do Brasil, a reportagem relembra também a atuação de Dilma contra a ditadura, destacando que ela foi presa e torturada. "O Brasil é governado por ex-revolucionários sem remorso, muitos dos quais, incluindo a presidente, foram presos por anos por serem terroristas", diz o texto.
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Ao falar da gestão da presidente, a quem elogia dizendo ter "uma presença forte", a revista aponta os escândalos. Mas não mira na presidente: "Ninguém acredita que Dilma é corrupta, mas ela trabalhou por anos com algumas das pessoas que se demitiram", diz a reportagem.
Entre frases que destacam o crescimento da economia brasileira, a publicação diz que 28 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza na última década e que o país tem um orçamento equilibrado, dívida e inflação baixas, e atinge quase o pleno emprego. Mas também fala de aspectos negativos.
"O governo central é muito mais poderoso que nos Estados Unidos. Também é muito mais corrupto", afirma a revista, dizendo que o Brasil é "caoticamente democrático e tem uma imprensa livre". "A criminalidade é alta, as escolas são fracas e as estradas são ruins", completa.


Fonte : O Globo

CACHORRADA - EM BELO MONTE OPERÁRIOS ABANDONADOS PELOS POLÍTICOS PICARETAS,CONTINUAM EM GREVE





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Não houve acordo, ontem à tarde, entre a diretoria do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) e o sindicato que representa os operários que trabalham na construção da usina hidrelétrica. A categoria cruzou os braços cruzados na sexta-feira, 25. Com isso, as obras de um dos quatro canteiros (foto acima) da nova hidrelétrica, estão paradas. Os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho e reajuste salarial, além de recesso no final do ano. De acordo com a empresa Norte Energia, cerca de 100 funcionários do total de 1,8 mil aderiram à paralisação. Segundo o CCBM, até agora não ocorreram demissões por conta da greve.
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Um dos canteiros de obra de Belo Monte as margens do Rio Xingú, no Estado do Pará, Amazônia brasileira. Apesar dos pesares, esta obra é fundamental para consolidar o Brasil quanto potencia moral e ambientalmente correta. A opção do uso dessa matriz que aproveita a força da natureza, oferece como garantia máxima aos seres humanos a certeza absoluta que, depois de instaladas as últimas turbinas,  a usina pronta não soltará uma fumacinha sequer...(E.B.)
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O consórcio é responsável pelas obras da usina de 11.233 megawatts (MW) que está sendo construída no rio Xingu, no Pará. O piso salarial dos operários é de R$ 900. Somente nesse mês, a categoria já entrou em greve duas vezes. Na primeira, que começou no dia 12, acabou com a demissão de 170 funcionários. Os trabalhadores reivindicam também o pagamento de horas extras aos sábados, reajuste do vale-alimentação e instalação de telefones públicos no canteiro de obras. O consórcio determinou como folga apenas os dias 25 de dezembro e 1º de janeiro.
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Todo apoio as reivindicações do operários de Belo Monte.O salário é baixo e não compensa o risco de contrair doenças tropicais na selva, que é alto; a distância dos familiares; o stress; a solidão; a péssima qualidade da água potável que conssomem; o lazer limitado  e a desilusão com o sonho de construir um "pé de meia", guardando parte do que ganham, são fatores que que não são levados em conta pelos patrões responsáveis pelo consórcio que administra as obras. Esses tubarões sanguessugas, terroristas emocionais da ponte aérea São Paulo - Nova York, que ameaçam a classe com demissões em massa, aproveitando-se da  boa demanda local em nível de mão de obra; são os mesmos que lucrarão com a exploração do suor desses humildes que merecem mais respeito. Que saudade do velho PT, o atual, infelizmente, parece  a versão moderna do 'Retrato de Doryan Gray' de Oscar Wild: se posiciona á direita, a direitona, desses interesses. (E.B.)
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Cachorrada: congressistas mostram-se frios e apáticos com relação a exploração salarial praticada pelo Consórcio contra a classe dos operários da grande obra da selva.(E.B.)
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Diante da paralisação, o Consórcio Belo Monte (CCBM) argumenta que a data-base para discutir o salário é novembro. A empresa salienta que ainda está dentro do prazo e que as negociações prosseguem com o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada do Pará. As obras do complexo hidrelétrico de Belo Monte ocupam quatro canteiros: Santo Antônio, Pimental, Canais e Diques e Travessão 27. A greve, segundo o consórcio, só ocorre no de Santo Antônio. Informações dão conta de que mais de 200 trabalhadores foram acometidos por infecção intestinal dentro do canteiro de obras, por conta da contaminação da água usada para o preparo de alimentos.

Fonte: O Liberal

terça-feira, 29 de novembro de 2011

PSDB resgata propaganda do PT e coloca ratos na TV para tratar de corrupção


Na inserção, que vai ao ar nesta terça, o locutor diz que propaganda do PT virou realidade mas deverá omitir o fato que o prefeito do mais antigo feudo do PSDB e  capital do Estado de São Paulo (o  afilhado político de José Serra) Gilberto Kassab,  encontra-se no momento arrolado 'até o talo' pela espada da justiça em decorrência de inúmeras denuncias de irregularidades - . Logo ele que  é tido por grande parte do eleitorado paulista e brasileiro  como uma espécie de  tucano pertencente ao DEM, que  roeu a corda e pariu o PSD - .Podem estar transformando a navalha em revolver que acertará  um tiro no próprio pé.

A nova inserção do PSDB, que irá ao ar em cadeia nacional na noite desta terça-feira, resgata propaganda feita pelo PT, na época em que era oposição, na qual ratos comem a bandeira do Brasil. 


No programa tucano, de 30 segundos, a campanha feita pelo PT há nove anos aparece ao fundo numa TV. Um locutor diz: "Há nove anos, nesta propaganda, o PT anunciava que, se o Brasil não acabasse com a corrupção, a corrupção acabaria com o Brasil".

O locutor continua: "Há nove anos o PT está no poder, e o que era apenas propaganda, virou a realidade deste governo". A imagem mostra então um rato, bem mais gordo que os usados na propaganda petista, comendo um pedaço da bandeira nacional e arrotando no final.

O Estado de S.Paulo 

Ilha de chumbo Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, trata do campo de concentração de Pinochet projetado por nazista

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CINEMA

A história de uma ilha transformada em “campo de concentração” é o mote para retratar uma das mais longas e sangrentas ditaduras da América Latina. Indicado a três festivais de cinema – incluindo o Oscar de melhor filme estrangeiro –, “Dawson Ilha 10”, que estreou sexta-feira nos cinemas (dia 25), conta como foi o confinamento numa remota ilha no extremo sul do Chile onde ficaram dezenas de presos políticos, incluindo todos os ministros e autoridades do governo Salvador Allende, deposto pelo general Pinochet em 1973.

Divulgação

Felipe Sáles

Na gelada ilha, os presos foram submetidos a violentos interrogatórios, trabalhos forçados e constantes torturas físicas e psicológicas. Não à toa, a prisão cercada de água por todos os lados foi projetada por Walter Rauff, nazista refugiado no Chile na época. A Ilha Dawson fica a cem quilômetros ao sul da cidade de Punta Arenas, a dois mil quilômetros da capital Santiago. O lugar chegou a abrigar 600 presos políticos.
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Numa das primeiras cenas do filme, um general diz que, “a partir de agora, vocês não têm mais nome, não têm passado, nem futuro. Vocês não são mais chilenos, são prisioneiros de guerra”. Orlando Letelier, diplomata e ativista político, refuta dizendo: "eu sou chileno, nasci chileno e serei chileno". Pouco tempo depois, Letelier deixaria a ilha e seria assassinado em Washington, nos Estados Unidos, numa ação atribuída à Operação Condor.
Fruto de uma parceria entre Brasil, Chile e Venezuela, o filme foi baseado no livro “Isla 10” de Sérgio Bitar, ex-ministro do governo Allende e, consequentemente, ex-prisioneiro de Dawson. Lá, cada preso foi chamado de “ilha”, acompanhado de um número. “Ilha 10” é como Bitar passou a ser chamado.
 
Diretor entrou no Chile disfarçado e fotografou Pinochet

O dia 11 de setembro de 1973 ficou marcado na história chilena depois que as tropas golpistas cercaram o Palácio La Moneda, sede do governo.  Allende morreu nesse dia e, desde então, o motivo de sua morte mobiliza discussões no país. Oficialmente, ele teria se suicidado, mas esta versão nunca foi aceita por sua família e correligionários, que sustentam que Allende foi assassinado. Neste ano, porém, foi feita uma autópsia no corpo do ex-presidente, que confirmou a versão do suicídio.
Fato é que, após a morte de Allende, seus assessores diretos chegaram à Ilha Dawson já no dia 11 de setembro. O presídio político seria fechado apenas em 26 de setembro do ano seguinte, relegando aos sobreviventes cicatrizes que levariam para o resto da vida. Para recontar a história, o diretor Miguel Littín chegou a usar imagens reais da época.
“Documentário e ficção dividem a tela. A natureza pode ser mãe e madrasta. A doce pátria é dura. Portanto, este é um filme duro e lúcido, como aqueles homens que relataram o testemunho de suas vidas”, comparou Littin.
Não é a primeira vez que Littín se debruça sobre o tema. Em plena ditadura chilena, o diretor, apesar ter sido exilado, voltou ao Chile disfarçado e conseguiu captar algumas das melhores imagens dos anos de chumbo do país – inclusive de Pinochet dentro do Palácio de la Moneda. Não dele, inclusive, um dos primeiros filmes lançados sobre o tema, o “Acta general de Chile” (1986). Gabriel Garcia Márquez, impressionado com a ousadia de Littín, dedicou um livro à história, chamado “A aventura de Miguel Littín clandestino no Chile”.
 
Participação brasileira
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O cineasta brasileiro José Walter Lima (foto acima), que coproduziu o filme, destaca a violência da ditadura chilena quando comparada à do Brasil. Porém, ele pondera que só o trabalho da Comissão da Verdade – que, por sinal, já aconteceu no Chile – poderá nos mostrar a dimensão da violência nos porões dos anos de chumbo do Brasil.
“Aparentemente, a ditadura chilena foi a mais violenta. Acontece que, no Brasil, ainda não podemos fazer uma avaliação mais profunda da situação porque muitas coisas não foram reveladas. Por isso, devemos dar todo apoio à Comissão da Verdade. Só assim podemos fazer uma comparação mais profunda entre as duas ditaduras. O que podemos afirmar é que ambas foram de uma violência extrema e causaram danos irreversíveis, não só para suas vítimas, mas para toda a nação”, argumenta o diretor.
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O ator brasileiro Bertrand Duarte atua no filme como M. Lawner, diretor e arquiteto da Corporação de Melhoramento Urbano do governo Allende. Outro ator brasileiro no filme é Caco Monteiro, que faz o papel de Fernando Flores, engenheiro e ministro das Finanças. A equipe brasileira se completa com os técnicos Simone Dourado e Nicolas Hallet. Inicialmente, o filme será exibido apenas em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Prefeito de Belém do Pará, Duciomar Costa, vai de novo a julgamento hoje no TRE

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Será  que desta vez a sociedade paraense vai finalmente se depara com essa manchete 'pra valer'?. 
São casos como esse do Dulciomar que nos faz constatar o quanto a justiça brasileira é lenta, triste e injusta...
Com o diploma de prefeito por um fio e o mandato sob risco de cassação, o Petebista Duciomar Costa estará hoje no banco dos réus do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), juntamente com seu vice, Anivaldo Vale. 

A dupla foi acusada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de abuso de poder econômico, promoção pessoal em placas de obras que omitiam parcerias com o governo federal, além de farta propaganda onde a imagem de ambos se confundia com os cargos que ocupam. A sessão começa às 8h30. O relator do processo é o juiz federal Antonio Carlos de Almeida Campelo e a revisora, a juíza Ezilda Pastana. O parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) é pela cassação do mandato.
Duciomar vai de novo a julgamento hoje no TRE (Foto: DivulgaçãoO/MPE)
Caso Duciomar tenha o diploma cassado pela corte do TRE, ele ainda poderá recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Detalhe: a cassação do diploma implica na perda do cargo. Nesse caso, quem deve assumir a prefeitura de Belém é o segundo colocado na eleição de 2008, o hoje deputado federal José Priante (PMDB). Partidários de Costa e Priante estarão no auditório para assistir ao julgamento. A segurança será reforçada para evitar problemas.

O processo – na verdade o segundo que envolve supostos crimes eleitorais do prefeito, porque em outro ele já foi condenado pelo juiz Sérgio Lima por abuso de poder e propaganda fora de época – já passou por todas as instâncias do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Em dezembro de 2010, a ministra Ellen Gracie, já aposentada, rejeitou o último embargo de Duciomar para evitar o julgamento do mérito, que acontece nesta terça-feira. Gracie reclamou da demora no julgamento, mandando os autos para Belém.

Quase um ano depois, o Recurso nº 52 do prefeito entrou finalmente em pauta, após enfrentar uma autêntica “via crucis” no TRE. Juiz que seria o relator foi transferido para outro Estado, obrigando à paralisação do processo. Depois, outro relator que seria designado teve que entrar em férias. 

Com a relatoria do caso sem ninguém, nos últimos meses a expectativa da população voltou-se para a indicação do nome que abraçaria o processo. Finalmente, o caso foi distribuído para o juiz Antônio Carlos Campelo. Leia mais no Diário do Pará

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

SETORES MILITARES BRASILEIROS DA VELHA GUARDA AINDA TEMEM COMISSÃO VERDADE


São Paulo - Não deram certo as longas negociações e concessões do governo para acalmar os militares em relação à Comissão da Verdade. Desde que foi aprovada pela presidente Dilma Rousseff, nove dias atrás, observa-se uma crescente inquietação nesse meio quanto aos rumos da comissão. Teme-se, sobretudo, a possibilidade de caminhar para um processo de judicialização. Com os militares da ativa legalmente impedidos de se manifestar sobre questões políticas, a reação ocorre por meio de oficiais da reserva. Fala-se até na formação de uma frente para impedir ações da comissão.

Na semana passada, o capitão da reserva José Geraldo Pimentel divulgou em seu site uma carta na qual afirma que o primeiro passo da comissão será criar bases legais para um processo de mudança na Lei da Anistia. Em seguida, continua, os agentes das Forças Armadas serão levados a tribunais.

"Condenar os militares e agentes do Estado que lutaram contra os ex-terroristas e ex-guerrilheiros é o grande objetivo", diz. Para evitar que isso ocorra, o autor recomenda aos militares que ainda mantêm documentos sobre aquele período que não os apresentem.

"Se vocês tiverem em seu poder registros dos acontecimentos da luta travada contra os comunistas, desfaçam-se dos documentos, ou os guardem em lugar seguro", assinala. "Só a posteriori, quando o rancor da vingança desaparecer, é que poderão torná-los públicos."


Manifestações semelhantes partiram de vários outros pontos na internet. O Clube Militar do Rio criou um link em seu site para abrigar manifestações sobre a comissão. Um dos artigos, assinado pelo general da reserva Maynard Marques de Santa Rosa, qualificou-a de "estratagema de um grupo de vingadores obstinados, dirigida aos que lhes frustraram o projeto de aqui implantar a tirania contraditória".(O Estado de S. Paulo.)
 
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A grande questão hoje colocada para o País é: os torturadores passam - envelhecem e morrem! -   mas, a respeitável instituição chamada Forças Armadas, por conta dos fanáticos ensandecidos da época, ficará eternamente maculada pelos atos e ações ilegais preaticados por um grupo de  irresponsáveis que agora ou mais tarde terão que prestar contas com a própria história e com a lei?.




Homenagem à guerrilheira sul americana Soledad Barret Viedma


Na quarta-feira, 23 de novembro, por iniciativa do Deputado Paulo Ramos (PDT), a combatente latino-americana Soledad Viedma, assassinada pela ditadura brasileira, recebeu a Medalha Tiradentes pós morte, entregue à filha Ñasaindy.
Paraguaia de nascimento, Soledad engajou-se na luta dos povos contra o autoritarismo e injustiças sociais. Esteve no Uruguai e em determinado momento foi vítima da violência de grupos de extrema direita, que ao detê-la queriam que fizesse uma saudação a Hitler. Soledad se negou a fazê-lo e teve pintada uma suástica em parte do corpo, além de ter sofrido atos de violência física.

 Em Recife, na década de 70, a equipe de bandidos do delegado Sergio Fleury a matou depois de ter sido delatada por Anselmo dos Santos, o agente da CIA que ganhou o título de cabo da Marinha sem sê-lo. 

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Fleury, o torturador, assassino frio, covarde e macabro, personificava a cara dos dirigentes do regime que defendeu

A solenidade na Alerj foi importante não apenas como reconhecimento a Soledad Viedma como também para que as novas gerações sejam informadas sobre quem lutou para que o Brasil alguma dia pudesse ser um país mais justo e solidário.

E, não podemos deixar de dizer sempre que crimes contra a humanidade cometidos de 64 a 85, que a recém-criada Comissão da Verdade vai investigar, são imprescritíveis. E isso, apesar de a lei de anistia promulgada ainda no período da ditadura e por pressão de grupos que nunca foram julgados, dizer ao contrário.
Mário Augusto Jakobskind

O poeta e escritor uruguaio Mario Benedetti a homenageou com um poema musicado pelo cantante e compositor Daniel Viglietti.


Homenagem à Soledad Barret Viedma

Essa Música foi feita em homenagem à militante Soledad Barret Viedma, Morta no Massacre da Chácara São Bento durante a ditadura militar. 
Uma moça paraguaia persseguida desde a adolescência, dona de beleza rara, morreu sob tortura vitima do "próprio companheiro" que na verdade era um soldado infiltrado na VPR(Vanguarda Popular Revolucuionária). A história é horrivel mas a música é bonita e trás um pouco do que foi essa lutadora entre tantas as vítimas do regime militar.




Soledad Barret
Daniel Viglietti



La duda lleva mi mano hasta la guitarra,
mi vida entera no alcanza para creer
que puedan cerrar lo limpio de tu mirada;
no existe tormenta ni nube de sangre que puedan borrar
tu clara señal.
La soledad de mi mano se da con otras
buscando dejar lo suyo por los demás,
que a mano herida que suelta sus armamentos
hay que enamorarla con la mía o todas que los van a alzar,
que los van a alzar.
Una cosa aprendí junto a Soledad:
que el llanto hay que empuñarlo, darlo a cantar.
Caliente enero, Recife, silencio ciego,
las cuerdas hasta olvidaron el guaraní,
el que siempre pronunciabas en tus caminos
de muchacha andante, sembrando justicia donde no la hay,
donde no la hay.
Otra cosa aprendí con Soledad:
que la patria no es un solo lugar.
Cual el libertario abuelo del Paraguay
creciendo buscó su senda, y el Uruguay
no olvida la marca dulce de su pisada
cuando busca el norte, el norte Brasil, para combatir,
para combatir.
Una tercera cosa nos enseñó:
lo que no logre uno ya lo harán dos.
En algún sitio del viento o de la verdad
está con su sueño entero la Soledad.
No quiere palabras largas ni aniversarios;
su día es el día en que todos digan,
armas en la mano: "patria, rojaijú"*
*rojaijú: te quiero (guaraní)

NOTÍCIAS ALVISSAREIRAS (*)


 
Aos 87 anos, quem diria, o ex-presidente português Mário Soares parece querer resgatar a fibra progressista da juventude: ele lançou um manifesto contra a ameaça à democracia representada pela subordinação dos governos europeus às imposições determinadas pelo capital fianceiro internacional para sair da crise econômica. 
 
Nunca é tarde para voltar às origens... Filho de um militante anti-salazarista, Mario Soares foi um destacado dirigente da luta contra a ditadura do professor Oliveira Salazar, tendo trabalhado com os generais dissidentes  Norton de Matos e Humberto Delgado. Advogado de presos políticos, Soares foi preso cerca de 12 vezes e passou um total de três anos na cadeia até ser deportado e exilado. Depois da Revolução dos Cravos, em 1974, foi o líder do Partido Socialista e primeiro-ministro várias vezes, tendo adotado medidas de austeridade e planos econômicos monetaristas. Protagonizou a entrada de Portugal na Comunidade Econômica Européia, em 1986.
Mário Soares ficou conhecido como um típico político "socialista de direita". Quando eu trabalhava na Folha, nos anos 1980, havia uma expressão chamada "Operação Portugal" (OP), que significava matérias feitas por determinação expressa da direção do jornal. As origens dessa expressão, reza a lenda, estavam ligadas a Mário Soares. Segundo essa versão, Octavio Frias de Oliveira, o falecido publisher da Folha, dizia não entender por que os jornalistas chamavam o governo de um líder socialista de governo de direita. "Porque suas políticas são de direita", respondiam os jornalistas - à época, a maioria de extrema esquerda, acreditem. "Seu Frias" teria respondido que não havia Cristo que fizesse o leitor entender que um político socialista era "de direita". A partir de então, ficou proibido falar do socialista Mário Soares, líder como politico "de direita". E OP virou determinação expressa da direção. Abaixo, o texto de Mário Soares: 
      
 
Um novo rumo

Mário Soares, no sapo.pt

Este é o momento de mobilizar os cidadãos de esquerda que se revêem na justiça social e no aprofundamento democrático como forma de combater a crise.

Não podemos assistir impávidos à escalada da anarquia financeira internacional e ao desmantelamento dos estados que colocam em causa a sobrevivência da União Europeia.

A UE acordou tarde para a resolução da crise monetária, financeira e política em que está mergulhada. Porém, sem a resolução política dos problemas europeus, dificilmente Portugal e os outros Estados retomarão o caminho de progresso e coesão social. É preciso encontrar um novo paradigma para a UE.

As correntes trabalhistas, socialistas e sociais-democratas adeptas da 3ª via, bem como a democracia cristã, foram colonizadas na viragem do século pelo situacionismo neo-liberal.

Num momento tão grave como este, é decisivo promover a reconciliação dos cidadãos com a política, clarificar o papel dos poderes públicos e do Estado que deverá estar ao serviço exclusivo do interesse geral.

Os obscuros jogos do capital podem fazer desaparecer a própria democracia, como reconheceu a Igreja. Com efeito, a destruição e o caos que os mercados financeiros mundiais têm produzido nos últimos tempos são inquietantes para a liberdade e a democracia. O recente recurso a governos tecnocratas na Grécia e na Itália exemplifica os perigos que alguns regimes democráticos podem correr na actual emergência. Ora a UE só se pode fazer e refazer assente na legitimidade e na força da soberania popular e do regular funcionamento das instituições democráticas.

Não podemos saudar democraticamente a chamada “rua árabe” e temer as nossas próprias ruas e praças. Até porque há muita gente aflita entre nós: os desempregados desamparados, a velhice digna ameaçada, os trabalhadores cada vez mais precários, a juventude sem perspectivas e empurrada para emigrar. Toda essa multidão de aflitos e de indignados espera uma alternativa inovadora que só a esquerda democrática pode oferecer.

Em termos mais concretos, temos de denunciar a imposição da política de privatizações a efectuar num calendário adverso e que não percebe que certas empresas públicas têm uma importância estratégica fundamental para a soberania. Da mesma maneira, o recuo civilizacional na prestação de serviços públicos essenciais, em particular na saúde, educação, protecção social e dignidade no trabalho é inaceitável. Pugnamos ainda pela defesa do ambiente que tanto tem sido descurado.

Os signatários opõem-se a políticas de austeridade que acrescentem desemprego e recessão, sufocando a recuperação da economia.

Nesse sentido, apelamos à participação política e cívica dos cidadãos que se revêem nestes ideais, e à sua mobilização na construção de um novo paradigma.

(*) Que leva ou dá boas novas. Alusão irônica ao título de um artigo publicado da Folha em agosto de 1991 pelo falecido dirigente do PCdoB João Amazonas, que usou o português castiço para saudar a deposição de Gorbatchóv pela linha-dura do Partido Comunista Soviético. O golpe durou três dias. Seis meses depois, a prória URSS deixaria de existir ...

PILOTO AMERICANO ARROGANTE TEM SUA CONDENAÇÃO MANTIDA PELO TJ - SP




http://jornale.com.br/portal/images/stories/2011/11/26/pilotocondenado3.jpg

American Airlines terá de pagar 100 mínimos de indenização a agentes da PF.

Dale Hersh exibiu o dedo médio ao ser fotografado em Cumbica em 2004, contrariado com o tratamento legal e igualitário dispensado pelas autoridades brasileiras aos cidãos norte-americanos. Esse safado ainda pegou uma pena leve; fosse ao contrário, nos EUA, seria o seu autor  - automaticamente -  acusado de 'terrorísmo' e por  tal gesto obseno e 'atentado contra a segurança do  império', seria enjaulado em  Guantánamo para ser devorado por seus cães. Aqui as autoridades brasileiras boazinhas, consideraram que o gesto vil do arrogante e pré-potente comandante visava apenas ofender exclusivamente os funcionários e autoridades envolvidas.

Os desembargadores Caetano Lagrasta, Ribeiro da Silva e Luiz Ambra, da 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, decidiram por unanimidade, em julgamento no último dia 19 de outubro, manter a condenação à companhia aérea American Airlines pelo gesto de mostrar o dedo médio, considerado obsceno do piloto americano Dale Robbin Hersh.

Mas diminuíram o valor da indenização por danos morais – de 500 para 100 salários mínimos.

No dia 14 de janeiro de 2004, no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, o piloto foi fotografado ao fazer o gesto para sete agentes da Polícia Federal na área de desembarque.
Depois de analisarem a foto de identificação, os agentes deram voz de prisão ao piloto, que teve de pagar multa de R$ 36 mil para ser liberado.

Em 2006, os agentes da PF entraram com uma ação de indenização contra a empresa aérea por danos morais. Por isso, o valor estipulado pela Justiça terá de ser pago a cada um deles. Por ocasião do incidente, o Brasil exigia a identificação dos americanos que entravam no país, o mesmo tratamento dispensado aos brasileiros devido às medidas antiterror adotadas pelos Estados Unidos após os ataques do ‘11 de Setembro’.

No entender de Lagrasta, que presidiu o julgamento, a agressão foi "pessoal a cada um dos circunstantes que apenas cumpriam com o dever que lhes fora acometido, mas, o que demonstra o altíssimo grau de dolo com que se houve o agressor, investe contra o Estado e suas determinações".

O desembargador Ribeiro Silva, por sua vez, ao final do acórdão, solicitou a redução do valor da indenização para 20 salários mínimos, citando decisões judiciais anteriores que justificavam que “o valor do dano moral (...) deve ser fixado com moderação, considerando a realidade de cada caso, cabível a intervenção da Corte quando exagerado, absurdo, causador de enriquecimento ilícito”. O pedido de revisão foi negado.
O G1 não conseguiu entrar em contato com os advogados de defesa da American Airlines.

Fonte:G1.com/foto:jornale.com.br

Em tratamento, Chávez comandará três cúpulas

Em tratamento, Chávez comandará três cúpulas  (Foto: )
A Venezuela vai sediar, de 2 a 4 de dezembro, três cúpulas reunindo chefes de Estado e de Governo da região. Em tratamento para a cura de um câncer, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que o país “está  pronto” para as três cúpulas - da PetroCaribe e da União de Nações da América do Sul, além da Comunidade da América Latina e Caribe.
"Preparei-me para o grande momento que estou vivendo: ser anfitrião não de uma, mas de três cimeiras", disse Chávez. Na Cúpula Presidencial da Comunidade da América Latina e Caribe (Celac), a presidenta Dilma Rousseff comparecerá e terá uma reunião trilateral com os presidentes da Venezuela e da Argentina, Cristina Kirchner.
http://www.panoramabrasil.com.br/imagens/fotos/11/07/Dilma-e-Cristina-Kirshner-dgu4l2918223.jpg
Inicialmente, a Cúpula Presidencial da Comunidade da América Latina e Caribe (Celac) estava marcada para 5 e 6 de julho, mas foi adiada devido ao estado de saúde de Chávez. Desde maio, ele se submete a um tratamento médico para a cura de um câncer. Nas entrevistas que concede, o presidente venezuelano reitera sua recuperação.

Chávez perdeu mais de 20 quilos e está sem cabelo, evita acumular eventos públicos, mas não abriu mão de governar a Venezuela. Ontem (27), ele participou de várias solenidades, concedeu entrevistas e cumprimentou populares.

A expectativa, segundo diplomatas que acompanham as negociações, é que as questões relativas à crise econômica internacional, ao desenvolvimento sustentável e à inclusão social predominem nos debates. A Celac é formada por 33 países da região. O bloco foi criado em fevereiro de 2010, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de parcerias regionais.
Na Venezuela, as autoridades preparam um sistema de tecnologia para a transmissão das informações sobre as discussões e debates ocorridos ao longo dos dois dias da cúpula. Para o governo venezuelano, as reuniões vão consolidar o projeto comum de integração com solidariedade, cooperação e coordenação política. 

(Agência Brasil)

NESTE DOMINGO OS PARAENSES FORAM ÁS RUAS - EM FESTA - PARA DIZER NÃO E NÃO !


Ruas e praças de Belém do Pará foram tomadas pelo povo que foi para as ruas expressar a vontade da maioria que não deseja ver  o Estado do Pará dividido.

No imaginário popular já se instalou quase uma certeza que a convocação do atual  plebiscito, não passa de uma manobra grosseira de políticos 'espertalhões' e outros aventureiros, da pior espécie, que, como diz  Jurema Maués, trabalhadora na grande feira do Ver-0-Peso: " isso é coisa de político mal intencionado, de gente que se elegeu com os nossos votos e que agora cospe no prato que estão comendo; bando de 'Judas',que cometem essa 'trairagem' a mando dos seus patrões que são os grandes fazendeiros que serão os grandes beneficiados caso dessa tramoia dê certo ".
 
De fato, o que se nota muito fortemente é o óbvio: existem muito interesses políticos e econômicos e por de traz do 'movimento separatista' a ponto de seus patrocinadores levantarem recursos financeiros muitas vezes superiores aos adeptos do 'não', anabolizado por  gente de fora como é o caso do latifundiário e famoso publicitário Duda Mendonça, que apesar de não morar, ganha bastante dinheiro com os investimentos que que possui  no Pará e deseja juntamente com outros políticos e empresários ligados a bancada ruralista refundar esta parte da  Amazônia, remoldando-a  na matiz e na altura dos seus tsunamicos interesses.

Recordar é viver: 

marqueteiro de Castelo e Madeira (faturou 3 milhões), Duda Mendonça foi preso pela PF em rinha de galo


Sáb, 28/06/08

por Décio Sá |

duda-pf.jpg
Mendonça acha poder  transformar o Pará em uma rinha de galo colocando 'separtistas' e paraenses em lados opostos.
O publicitário Duda Mendonça, foi preso em flagrante em outubro de 2004, durante uma operação da Polícia Federal (PF) de repressão às rinhas de galo num sítio entre Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Na época, o publicitário baiano tinha feito a campanha da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT) além de faturado 3 milhões no Maranhão onde cuidou da campanha de dois conhecidos políticos tucanos .

 Fotos portal ORM

sábado, 26 de novembro de 2011

Brasil negocia acesso a software de submarino nuclear


O Brasil pode obter a transferência de tecnologia dos softwares do submarino nuclear que vai construir em parceria com a França. A afirmação é do presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Marcos Mazoni. A transferência da tecnologia não está prevista no acordo, mas, segundo Mazoni, os diálogos "estão indo bem nesse sentido" e o Brasil deve obter o acesso aos códigos fonte que controlam o equipamento. "É certo que [o Brasil] consegue".
Mazoni afirma que o Serpro só entrou na discussão acerca da transferência da tecnologia dos softwares utilizados no submarino no ano passado, quando houve as primeiras reuniões de cooperação técnica com a França na área de supercomputação. A partir daí, os técnicos brasileiros passaram a dar atenção à questão dos softwares do submarino. "Eles dizem que o produto é aberto, nós queremos ver o produto, transferir conhecimento", diz Mazoni.

https://www.mar.mil.br/dhn/dhn/sala_imprensa/Reportagens/ca_portugal/image004.jpg

Ter acesso ao códigos dos softwares, afirma o presidente do Serpro, é fundamental para saber como o submarino funciona. Os militares brasileiros, diz Mazoni, estão preocupados com a transferência de conhecimento de softwares dos equipamentos que adquire. "Nós temos uma boa parceria com o Ministério da Defesa e, hoje, a própria Marinha e o Exército brasileiros estão bastante avançados, inclusive no [uso] de software de código aberto", diz.



Esse tipo de preocupação na área de segurança não é exclusividade do Brasil, afirma Mazoni. Um exemplo, diz ele, é o exército alemão, que só compra equipamentos eletrônicos com softwares de código aberto. "[Na Alemanha] as Forças Armadas não usam produtos vindos dos Estados Unidos".



Para Julio Neves, assessor da presidência do Serpro, "software livre também é soberania". Ele exemplifica a importância de se ter livre acesso aos códigos de equipamentos militares com um caso da Guerra do Golfo, ocorrida na década de 90. Durante o bombardeio do Iraque por forças americanas, um vírus instalado nos sistemas de radares de defesa iraquianos apagou as telas dos equipamentos. Sem conseguir ver os aviões inimigos nos radares, os militares iraquianos ficaram sem defesa contra o bombardeio. Segundo Neves, acredita-se que "os equipamentos já foram comprados com o programa".



Outro caso famoso ocorreu durante a Guerra das Malvinas, entre a Argentina e o Reino Unido. No conflito que durou de abril a junho de 1982 os militares argentinos atacaram as embarcações inglesas com o míssil anti-navio francês Exocet. Após o primeiro afundamento, a França entregou aos ingleses o código que permitia que os mísseis fossem guiados por ondas de rádio, diminuindo a eficiência dos ataques argentinos.



O acordo entre Brasil e França para a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha, orçado em € 6,7 bilhões. Além do equipamento nuclear, o programa prevê a construção de quatro submarinos com tecnologia francesa. Os equipamentos serão fabricados no Brasil com supervisão francesa. O acordo prevê transferência de tecnologia.



Com a construção do equipamento, o Brasil entrará no restrito grupo de países capazes de projetar, construir e operar submarinos de propulsão nuclear. Atualmente, apenas Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França e China têm tal capacidade.

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Sobre os planos do governo brasileiro em adquirir 36 novos caças para a Força Aérea, Mazoni assegura a cooperação do Serpro: "Vamos estar juntos". O presidente do Serpro participou do Cyber Security International Forum, realizado ontem no Rio.



Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

FAÇA AGORA UM MERGULHO NA HISTORIA DO BRASIL EM 100 IMAGENS FANTÁSTICAS.

o seu blog preferido, militânciaviva, convoca  seus fieis leitores diários á aproveitar este raro passeio visual pela história do Brasil através da fotografia e iconografia.

 Brasil explicou em 100 imagens
Escravos carregam dama em liteira na província (então) de São Paulo, por volta de 1860.
 Brasil explicou em 100 imagens
Oficiais brasileiros e um soldado prisioneiro Paraguaio, por volta de 1865. Note-se que o soldado está descalço, como a maioria do exército do Paraguai durante a guerra.
 Brasil explicou em 100 imagens
Um exercício da Marinha do Brasil em 1870
 Brasil explicou em 100 imagens
Cartaz de Il Guarany, ópera em italiano por Carlos Gomes, que teve sua premier, com enorme sucesso, no Teatro La Scala, em Milão, em 1870
 Brasil explicou em 100 imagens
Rita Bandeira de Melo Franco, do século 19
 Brasil explicou em 100 imagens
Índios Canela, do estado do Maranhão. Século 19.
 Brasil explicou em 100 imagens
Eugen Keller e sua babá em Pernambuco. Século 19.
 Brasil explicou em 100 imagens
Imperador Pedro II em 1887
 Brasil explicou em 100 imagens
Os originais de Lei Áurea, assinada em 1888 pela Princesa Izabel, então regente do Brasil. Ela aboliu a escravidão no país.
 Brasil explicou em 100 imagensRio de 1889, o ano, o país tornou-se uma República.

 Brasil explicou em 100 imagens
Última imagem da família imperial, em 1889, pouco antes de seu exílio em Paris. Photo by Haes Otto.
 Brasil explicou em 100 imagens
Imigrantes italianos chegando em São Paulo em 1890. Hoje, pelo menos 60% de todos os paulistanos descendem parcialmente de italianos.
 Brasil explicou em 100 imagens
Padre Cícero o sacerdote e líder político de Juazeiro, no estado do Ceará, por volta de 1891. Padim Ciço, como ele também é conhecido, tem uma enorme quantidade de seguidores até hoje, apesar de sua má relação com o Vaticano.
 Brasil explicou em 100 imagens
Revolta da Armada em 1894. Um motim contra o presidente Floriano Peixoto. Imagem por Juan Gutierrez
 Brasil explicou em 100 imagens
Sobreviventes do massacre de Canudos, uma comunidade rebelde no estado do Ceará derrotados pelas tropas federais em 1897. A melhor reportagem sobre este episódio foi escrita pelo escritor Euclides da Cunha, que escreveu "Os Sertões", considerado um dos melhores livros já publicados no país.
 Brasil explicou em 100 imagens
Photo by Marc Ferrez, o principal fotógrafo brasileiro no século 19. Esta imagem foi tirada provavelmente no Rio nos últimos anos do século.
 Brasil explicou em 100 imagens
Avenida Eduardo Ribeiro , em Manaus. Cerca de 1900. Exibe todas as riquezas produzidas durante o Ciclo da Borracha, quando a Amazônia tornou-se, por um curto tempo a Paris do Brasil.
 Brasil explicou em 100 imagens
Fotomontagem feita em 1901 por Valerio Rodrigues Vieira. Note que todos os indivíduos nesta imagem, incluindo as fotos na parede e na estátua são retratos do autor.
 Brasil explicou em 100 imagens
Epidemiologista Oswaldo Cruz, sem dúvida, o principal promotor da vacinação e da adoção de procedimentos de higiene no país. Início do século 20.
 Brasil explicou em 100 imagens
Em 1905, notas falsificadas de alta qualidade de 200 mil réis, a moeda na época.
 Brasil explicou em 100 imagens
Santos Dumont testa seu mais pesado que o ar (primeiro avião), o 14 Bis, com a ajuda de um burro e cabos de aço. 1906
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Freiras salesianas e seus índios estudantes Bororo 1908.
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O Kasato Maru traz ao país o primeiro grupo de imigrantes japoneses, em 1908
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Revolta da Chibata, em 1910. Um motim naval no Rio contra os castigos físicos, foi comparada com a revolta Potemkin, na Rússia. Aqui, o líder João Cândido (sorrindo a esquerda do de terno) e outros marinheiros são vistos com alguns repórteres.
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O velho oeste brasileiro foi de fato no extremo sul. Guerra do Contestado, um conflito entre fazendeiros e colonos (1912-1916) nos estados do sul, Paraná e Santa Catarina e também na Argentina
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Uma das expedições organizadas pelo marechal Cândido Rondon para entrar em contato com grupos indígenas isolados, em 1912.
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O Minas Gerais (navio de guerra), entre 1910 e 1915. Biblioteca do Congresso EUA via Flickr Commons.
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Idem
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Uma imagem do Rio de Marc Ferrez em 1915
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Bilhete para um jogo de futebol entre Flamengo, do Rio, e uma equipe do Pará, na Amazônia, em 1916
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Funeral de anarquista José Martinez, morto pela polícia em São Paulo, 1917.
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A alta sociedade de Porto Alegre na Confeitaria Rocco, em 1920.
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Revolta do Forte de Copacabana, em 1922. Primeiro de uma série de protestos contra as elites tradicionais, organizados por jovens oficiais na década de 20, pedindo eleições mais democráticas, entre outras coisas. Foto por Zenóbio da Costa, publicado em revista O Malho.
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Um corso, carnaval do início do século 20. Esta foto foi tirada em Ourinhos, estado de São Paulo, em 1928.
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"Abaporu" ("O homem que come" em tupi-guarani) foi pintado por Tarsila do Amaral em 1928. Inspirou o Modernismo brasileiro e o Movimento Antropofágico. Também é a peça mais valorizada da arte brasileira hoje.
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A Revolução de 1930 foi um golpe contra o presidente Washington Luis pelo general Getúlio Vargas, visto no meio da foto em traje militar. É o começo da ascensão de Vargas, uma das figuras essenciais na história do Brasil
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Cristo Redentor - Foi inaugurado em 1931.
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O governo federal decidiu em 1931 para queimar quantidades gigantes de café para forçar seu preço para cima.
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Em 1932, o presidente Getúlio Vargas teve que enfrentar uma revolta popular no estado de São Paulo - uma resposta ao seu golpe de Estado, dois anos antes. Este cartaz convida paulistas para lutar - eles fizeram, maciçamente, mas perderam a chamada Revolução Constitucionalista.
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Cenas de batalhas durante a Revolução Constitucionalista de 1932.
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Monteiro Lobato, patrono da literatura infantil brasileira, cercado por seus personagens principais em uma caricatura de Belmonte.
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Alzira Soriano, prefeito de Lajes, Rio Grande do Norte, em 1929. Ela foi a primeira mulher brasileira eleita para um cargo executivo. Com a Revolução de 1930, Alzira Soriano perdeu o seu mandato, por não concordar com a ditadura de Getúlio Vargas.
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Trabalhadores na selva em Fordlândia, propriedade do magnata Henry Ford, no estado do Pará, na Amazônia em 1934. Photo by Henry Ford Foundation, Flickr.
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Luís Carlos Prestes, capitão do Exército, político e líder comunista histórico, é preso em 1936 por seu rival, o presidente Getúlio Vargas.
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Beachwear sexy 1937
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Soprano brasileira Bidu Sayão foi o artista principal no Metropolitan Opera, em Nova York, 1937-1952
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Virgulino Ferreira, conhecido como Lampião - o líder dos cangaceiros, bandidos violentos que aterrorizaram a região Nordeste na década de 20 e 30.
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Lampião, seus homens e sua companheira Maria Bonita foram mortos e decapitados pelo Exército em 1938. Suas cabeças foram expostas na escada que leva à entrada de uma igreja no estado de Alagoas.
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Carnaval cena na Bahia, 1940. Imagem por Pierre Verger.
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Carmen Miranda em "A Gang é All Here", com Betty Grable, John Payne e Cesar Romero, lançado em 1944
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Parada militar em 07 de setembro, o feriado nacional, em 1943
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Presidentes Getúlio Vargas (Brasil) e Franklin Roosevelt (EUA) reunião em 1943 selou a aliança (relutante) do Brasil com os Aliados durante a Segunda Guerra Mundial.
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1944. Soldados brasileiros que lutaram com os Aliados na Segunda Guerra Mundial. Em pé, à esquerda, com um bigode impressionante, correspondente de guerra e escritor Rubem Braga.
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Compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos com o seu homólogo Aaron Copland (esquerda) e Oscar Correia, diplomata dos EUA, no Waldorf Astoria, em Nova York, em 1945.
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Frevo em Recife, 1947. Imagem do grande fotógrafo franco-baiano Pierre Verger.
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Emilinha Borba (a morena) e Marlene foram as duas rainhas do rádio no final dos anos quarenta e cinquenta. Elas disseram ter uma rivalidade, que provavelmente era só uma espécie de estratégia de marketing.
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Marta Rocha não é eleita Miss Universo em 1954, por ter 2 polegadas a mais em seus quadris.
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Suicídio do presidente Getúlio Vargas "relatado por Última Hora, em 1954.
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Amigo da Onça, um desenho famoso de Péricles muito popular na revista O Cruzeiro da década de 50. invariavelmente traindo alguém. Ainda hoje, chamamos as pessoas traiçoeiras "amigos da onça"
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Considerado pela maioria o maior escritor brasileiro do século 20, João Guimarães Rosa publicou em 1956 seu "Grande Sertão: Veredas" (The Devil to Pay no sertão).
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Oscarito e Grande Otelo, o duo de artistas que marcaram os dias de ouro da Atlântida, a produtora de cinema brasileira na década de 50. Aqui eles em "De Pernas pro ar", 1957.
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1958 - Brasil ganha sua primeira Copa do Mundo. Nesta foto, de pé, Feola, Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar. agachados: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagalo e o treinador Paulo Amaral.
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Cantora Angela Maria na capa da mega-popular revista O Cruzeiro em 1959
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Escola na área rural de Vere, Estado do Paraná, por volta de 1959. Verifique a construção muito típica de madeira, uma estrutura altamente influenciada por imigrantes italianos
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João Gilberto lança o primeiro registro da Bossa Nova em 1959.
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1960. Pelé 2 gols na vitória do Brasil sobre Malmö da Suécia (1x7)
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Construção de Brasília, capital planejada do país, que foi inaugurada em 1960.
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Glória Menezes e Tarcísio Meira, o casal mais famoso de atores da televisão brasileira, estrelou a primeira telenovela diária em 1963: "2-5499 Ocupado". Personagem de Glória trabalha como operadora de telefone. Tarcísio se apaixona quando ouve a voz dela.
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Roberto Carlos, o rei Brasileiro do ie-ie-ie, um de seus primeiros sucessos, "O Calhambeque" / O Jalopy, em 1965.
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Três vezes vencedor em Wimbledon, Maria Esther Bueno foi a rainha das quadras de tênis do mundo entre o final dos anos cinqüenta e início dos anos sessenta
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Cacilda Becker, que muitos consideram a melhor atriz brasileira de todos os tempos.
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Atrizes (da esquerda) Tônia Carreiro, Eva Vilma, Odete Lara, Norma Bengell e Ruth Escobar, em um protesto contra a censura em 1968
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1968. Primeiro vôo do Bandeirante, o avião de maior sucesso construído pela Embraer, a empresa pública que se tornou um dos maiores construtores de aviões do mundo.
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Geral Emílio Garrastazu Médici torna-se presidente em 1969 e inicia o período mais violento da ditadura militar.
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Os presos políticos que foram trocados em 1969 pelo embaixador americano, Charles Elbrick, que havia sido seqüestrado por militantes do MR-8 e ALN, dois grupos que lutavam contra a ditadura militar.
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Carlos Alberto Torres levanta a Copa do Mundo de 1970.
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Adesivo extremamente popular durante os anos de ferro da ditadura militar. Ele diz: "Brasil, Ame-o ou Deixe-o"
 Brasil explicou em 100 imagensIrreverente atriz Leila Diniz exibindo sua gravidez na praia de Ipanema, no Rio, em 1971, causou um grande escândalo e continua a ser o principal símbolo do movimento de libertação das mulheres no Brasil.
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Raul Seixas, compositor e cantor de rock, um dos principais símbolos da contracultura brasileira hippie. Ele deixou uma legião de seguidores e imitadores.
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"Os Trapalhões" foi o grupo de comédia de maior sucesso da história da TV brasileira. Da parte superior esquerda, no sentido horário: Mussum, Zacarias, Didi e Dedé. Liderado por Renato Aragão (Didi), um anti-herói e um malandro, que também produziu 24 filmes vistos por 120 milhões de pessoas.
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Chacrinha, o rei psicodélico da TV brasileira, e suas chacretes voluptuosa nos anos setenta.
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O primeiro carro brasileiro alimentado por álcool de cana de açúcar, em 1975. Pró-álcool, o programa oficial para promover o uso desse combustível alternativo, foi desenvolvido após a crise do petróleo anos setenta.
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Jornalista Vladimir Herzog foi morto em 1975 depois de uma sessão de tortura promovida pela repressão política. Segundo fontes oficiais, ele cometeu suicídio na prisão.
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Serra Pelada, a corrida do ouro atraiu pelo menos 100 mil homens para o estado do Pará, na Amazônia, no início dos anos oitenta
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Esta é uma das capas mais memoráveis publicado por um diário brasileiro. O Brasil perdeu a Copa do Mundo de 1982, em Barcelona. Jornal da Tarde, agora extinto, conhecido por seu design inovador, decidiu publicar esta imagem em sua capa, sem título ou comentários.
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Brasil-Argentina barragem de Itaipu, a maior do mundo em termos de capacidade de geração - ainda maior do que a Barragem das Três Gargantas, na China. Começou a operar em 1984.
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Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), o movimento de trabalhadores sem-terra, foi fundada em 1984 para promover a reforma agrária. Hoje, tem cerca de 1,6 milhões de membros. Foto por Fotos Gov / BA, via Flickr
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Os milhões de pessoas, comício em São Paulo, em 1984, aqui na capa, mais uma vez, do diário Jornal da Tarde. Um grande movimento popular exigida eleições diretas para enterrar os anos ditatoriais. No entanto, as eleições diretas só aconteceram cinco anos depois. Infelizmente a imagem é em preto-e-branco, caso contrário, você veria camisas amarelas, a cor de protesto.
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Roque Santeiro, a novela de maior sucesso da TV brasileira, foi exibido em 1985, após ser banida por 10 anos devido aos militares. Viúva Porcina, a principal personagem feminina, interpretada por Regina Duarte, tornou-se extremamente popular na época.
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Em 1986, o presidente José Sarney pediu a população para controlar as atividades do varejo em seu nome, para denunciar as lojas que elevaram seus preços, o que era proibido pelo governo.
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Amado por seus leitores, odiado por críticos literários, Paulo Coelho publicou best-seller esotéricos.
"O Alquimista", em 1988. Vendeu 65 milhões de cópias, um recorde mundial.
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Internacionalmente aclamado ativista Chico Mendes foi assassinado em 1988 por proprietários de terras que se sentiram ameaçado por seu trabalho de promover o uso sustentável da terra, tais como extração de borracha e outras formas de extrativismo compatível com a região amazônica.
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Pedro Collor detalhes em entrevista à revista Veja de uma série de crimes de corrupção (e até mesmo episódios feitiçaria) envolvendo seu irmão, o presidente Fernando Collor de Mello. Este é o início de um processo político que leva ao impeachment de Collor.
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A maioria dos brasileiros se lembram onde estavam quando souberam que Ayrton Senna, o três vezes campeão de Fórmula 1, morreu. Ele bateu contra um guarda-rail durante o San Marino Gran Prix, em 1994.
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Foto tirada em 1998 por Noel Villas Bôas. Ele descreve o Kuarup, uma cerimônia indiana freqüentes no Parque Nacional do Xingu, a reserva indígena.
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"Central do Brasil", filme dirigido por Walter Salles em 1998. É considerado um dos primeiros filmes do grande renascimento do cinema brasileiro, que começou um pouco mais de 10 anos atrás.
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Presidente Luis Inácio Lula da Silva e vice-presidente José Alencar durante a cerimônia que marca o início de seu segundo mandato presidencial, em 2007.
Tradução do Inglês: Edson Day



Fonte:deep brazil/historia licenciatura