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domingo, 1 de março de 2015

247 - As delações premiadas da Operação Lava Jato podem fazer uma nova vítima. Desta vez, um dos empresários mais prósperos do País: o banqueiro André Esteves, sócio do BTG Pactual.
Reportagem deste fim de semana dos jornalistas Murilo Ramos, Thiago Bronzatto e Diego Escosteguy, publicada na revista Época (leia aqui), acusa o BTG de pagar uma propina de R$ 6 milhões, usando os serviços do doleiro Alberto Youssef, para vender uma rede problemática de distribuição de combustíveis à BR Distribuidora.
A acusação partiu do próprio Youssef, em sua delação premiada, obtida por Época.
O negócio em questão diz respeito à Derivados do Brasil (DVBR), uma parceria entre o BTG e o polêmico empresário Carlos Santiago, que foi dono da rede de postos Aster, acusado de sonegar impostos e adulterar combustíveis.
Quando foi vendida para a BR Distribuidora, por R$ 122 milhões, a DVBR tinha 118 postos, sobretudo em São Paulo e Minas Gerais. Youssef afirma que, do valor pago pela estatal, saíram R$ 6 milhões em propina, que ele próprio teria distribuído.
Esta é a terceira vez que Esteves é citado em negócios polêmicos, relacionados à Petrobras. Primeiro, na CPI da Petrobras, foi questionada a venda de poços de petróleo na África ao BTG Pactual. Mais recentemente, veio à tona que um dos principais executivos da Sete Brasil, empresa controlada por Esteves, era Pedro Barusco. A delação de Youssef, no entanto, o coloca no centro da Lava Jato – uma posição perigosa para qualquer banqueiro, especialmente para alguém à frente de um banco com ações negociadas em bolsa.
Em nota, Esteves se defendeu: “O Banco BTG Pactual esclarece que o investimento na Derivados do Brasil foi feito pela BTG Alpha Participações, uma companhia de investimento dos sócios da BTG, e não pelo Banco BTG Pactual. O investimento na Derivados do Brasil foi feito em 2009 e foi mantido apartado do Banco BTG Pactual desde então. O investimento, que nunca foi relevante nos negócios da companhia de sócios, foi malsucedido e apresentou perda de 100% do capital investido. Nunca houve qualquer distribuição de dividendos ou qualquer forma de retorno de capital. Ao longo do tempo, por diferenças de visões estratégicas e empresariais, a sociedade foi desfeita e o processo de cisão vem sendo conduzido há mais de dois anos. Nunca houve nenhum outro investimento da companhia de sócios no setor de distribuição e comercialização de combustíveis”.
Também em nota, a BR Distribuidora afirmou que o contrato com a DVBR foi importante para aumentar sua participação no mercado, principalmente em São Paulo, e que o preço do acordo foi compatível com o mercado.

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